Umas ideias ....para uma revolução (II)

 

Precisamos de homens que consigam sonhar com coisas que nunca foram feitas, Kennedy

(x) em cima organograma, Ansel, Gash, para um governo colaborativo e eficaz 

Sequência do artigo "Umas ideias...para uma revolução"

Com a criação de um governo curto, capaz, eficiente, profissional e poupado, um primeiro sinal é enviado para a população. Uma diferença em relação ao normal no regime da Madeira. Também a sua composição. Profissionais em gestão e com provas dadas. Porque não existe tempo para teóricos. Com elementos que nos últimos anos, não trabalharam, não colaboraram quer directa ou indirectamente com o GR, em empresas privadas de capital público ou privadas fornecedoras de serviços, trabalhos...Transparência. Independência. À mulher de César, não basta ser honesta. Tem de parecer honesta.

Com as secretarias no interior da ilha, descentralizadas, crar-se-ia proximidade com o povo e acompanhamento. Um governo descentralizado é um governo perto do povo. Um governo de afagos, não de desagravos. ESta descentralização, traria algum desenvolvimento econõmico naquelas regiões.

Um governo apartidário nas decisões. Técnico, profissional. Com os melhores, sejam eles novos ou velhos, mulheres ou homens. Governantes que saibam o valor das coisas, que usem cartão de débito e nunca um cartão de crédito. Profissionais que se dêem ao respeito e façam-se naturalmente respeitar. Um governo de méritos e por méritos.

Eu não sei o caminho para sucesso; mas, sem dúvida, o caminho para o fracasso é agradar todos, Kennedy

SE com a constituição do governo se mostraria uma pequena diferença em relação à prática anterior, este teria de rapidamente estabelecer diferenças no estilo, na qualidade e nas decisões. Assim, de uma forma rápida, expedita,....

Objectivo - O objectivo do governo seria só um. Ultrapassar a crise de qualidade no bem-estar existente. Uma crise financeira, económica, social e de saúde. Tudo é uma prioridade e nenhuma destas áreas está acima das outras. O que vale priorizar a saúde, como defende o actual presidente do GR, se o povo tem fome, não tem recursos, não está empregado, não é eficazmente apoiado e demasiado é esbanjado em inutilidades e futilidades…O governo é de emergência regional. E actuará nessa base.

Isolamento - Um governo da Madeira para Portugal. O isolamento nada traz. Só juntos, com o País e como RAM, podemos elevar a Madeira e Portugal. Fazendo parte do País, não nos queixando do País. Querendo o justo do País e percebendo que querendo, também temos de dar. Porque o nosso povo não é egoísta. 

Auditorias - Uma auditoria imediata à prática de administrações anteriores. Em tudo. Decisões, contas públicas, concursos... Também na proficiência de pessoas e organizações. Ver o que foi feito mal. Por ingenuidade, por preguiça, por desconhecimento, por burrice, por ignorância, deslealdade, má fé.  em todos e em tudo, entidades públicas que receberam e usaram dinheiros públicos ou outros recursos públicos em utilizações duvidosas. Chame-se a justiça e a polícia se for caso disso e custe o que custar os prevaricadores têm ser punidos e afastados. Mas também que se perceba onde o bem foi feito e louvar.

O conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento, Kennedy

Actos de governo - Suspensos de imediato para reavaliação decisões, concursos.... Extintas todas as entidades ineficientes. Por exemplo o IVBM, IHM EPERAM, ... ISSM IP-RAM, SESARAM, IASAUDEIP-RAM, APMADEIRA, IDE, IDR, STARTUP... sendo substituídos por direções regionais ou integrados em....Todas as concessões, nomeadamente Via-litoral e Via-expresso suspensas e renegociadas, as PPP´s reavaliadas e renegociados os acordos com entidades privadas em todas as áreas, incluindo a linha Porto Santo - Funchal. A poupança daí retirada aplicada NA TOTALIDADE em investimento nas respectivas áreas de actuação. Cortar em inutilidades e investir esse valor nas necessidades de todos. Igualmente extintas as empresas regionais financeiras sediadas fora da região.

Redução de efectivos - Um corte na função publica sobretudo em organismos, chefias, assessores, consultores, ....e todos aqueles que não eleitos, foram promovidos, contratualizados sem justificação óbvia e são redundantes. Nunca um corte às cegas, porque o mérito e a qualidade devem manter-se. Objectivo da primeira fase: 50%.

Poupanças - Um governo poupado. Redução imediata de 40% em despesas correntes. Um objectivo simples de se conseguir. Na política salarial, ninguém deveria ter ordenado superior ao chefe de governo ou de quem dependa hierarquicamente: administração pública, empresas públicas, institutos e SA´s/LDA´s onde o GR tivesse a maioria do capital ou fosse sócio/accionista de referência.  Aliás, porque o governo deve dar o exemplo, o ordenado do chefe de governo começaria por não ser superior a 6 salários mínimos, enquanto esta crise durasse, sendo revisto anualmente até aos valores actuais permitidos por lei e apenas se o GR conseguisse superavits reais nas contas públicas. Um prémio de produtividade. As ajudas de custo desceriam para os 20% deste ordenado ( em vez dos actuais 40%).  Porque o exemplo deve vir sempre de cima e aplicado em todos. O sacrificio deve ser distribuído por todos.


Investimentos - Um governo onde todos conheçam a função e o valor do investimento.  Que saibam que cada euro investido, terá de trazer no mínimo outro euro de receita. Em mais valias. Um governo que saiba equilibrar contas. Que saiba que o governo foi feito para no fim da sua legislatura, não deixar pegada nenhuma sua na dívida regional. Pelo contrário, deverá com a ajuda do povo, diminuir a "pegada" que recebeu, nunca se desculpando com “outros”. Porque sabem ao que vão,  desculpas são escusadas.

Recursos - Um governo onde nenhum recurso humano, nenhum recurso financeiro, nenhum recurso técnico, seria entregue fosse a quem fosse, sem um objectivo e sobretudo sem um retorno. O que o governo dá, o que o governo empresta, o que o governo entrega, terá de ter retorno efectivo ( seja financeiro, seja em serviços ou necessidades ).

Reestruturação e extinção - de serviços, direções regionais, institutos, fundações, sociedades de desenvolvimento e empresas privadas públicas, concessões... fundindo-as ou pura e simplesmente extinguindo. Todas as deficitárias nos últimos 3 anos seriam extintas  de imediato e todos conselhos de administração/gerências eliminados sendo integrados em direções regionais. 

Pode-se enganar a todos por pouco tempo, pode-se enganar alguns o tempo todo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo, Kennedy

Funcionalismo público - O governo exigirá aos seus funcionários, total lealdade e disponibilidade, sobretudo na área da saúde e em todas onde o regime de exclusividade impere. E tem de  criar políticas de mérito nos seus recursos humanos premiando os melhores funcionários, todos aqueles que fazem diferença, cumpram os seus objectivos e melhorem a eficiência, produtividade e qualidade dos mesmos. Um funcionalismo público coeso, pequeno, qualitativamente superior, proactivo, simpático, prestável e profissional. Politicas de formação têm que ser implementadas e regras para admisssão.. 

Projectos comunitários - O governo deverá promovê-los, incentivá-los com a condição dos promotores apresentarem plano de negócios exequível e com retorno mínimo avaliado de 10% em relação ao investimento. Nenhum projecto sem retorno efectivo será apoiado. O promotor deve acreditar no projecto, desenvolvê-lo, executá-lo e vendê-lo com apoio do governo, que seria o seu primeiro cliente e investidor. 

Tudo isto seria outro sinal forte para o povo madeirense. Que compreenderia, respeitaria e aplaudiria. O povo com o governo. Sobretudo, sabendo que o exemplo ESTÁ a vir de cima, seguiria aquelas palavras célebres de Kennedy “não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti, mas o que tu podes fazer pela tua pátria”. Porque o sacrifício tem de ser de todos. E todos têm de acreditar no caminho e no que fazer para o bem estar da região.

The Beatles - Revolution (Remastered 2009)

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