Desapareceu o camião dos Danoninhos


Nada de surpreendente, já esperávamos que a política regional andasse abjecta, vazia e sem ideias. Se acusar é fácil e dá vantagem, na verdade, poder e oposição nivelam-se nesta pasmaceira de não sair da zona de conforto, preferindo uma luta de trivialidades que faz a vez quando deveríamos estar a ouvir propostas concretas, não beijos e abraços falsos como Judas em convívios.

Há quem se derreta mas, esta parvoíce generalizada mata votos, ou seja, apela à abstenção, não como acto irresponsável mas por política e políticos desacreditados. O eleitor está cada vez mais sem vontade de dar cheques em branco quando não se sente parte observada nas políticas, tão só uns meros figurantes burocratas que passam um salvo-conducto para que os políticos subam a representantes ou governantes e façam a sua vidinha, deixando-nos de novo para trás. É o resumo da política de emprego, não para si, para eles.

A expressão "são todos iguais" domina as mentes, é tão impressionante a estupidez reinante, tanto no partido do ainda poder como no pretendente ao trono. No primeiro momento de escolher com quem estava escolheu um lóbi pontapeando quem lhe dá votos e lhe daria consistência. No primeiro momento de escolher alguém trouxe incompetência, ela vagueia desorientada nestas Europeias qual inapta que rouba a oportunidade a outros mais credíveis. É a história da nossa política.

Os cargos são para exercer desde o primeiro dia,
não para ocupar.

O autismo dos pretendentes percorre os mesmos caminhos dos que agora estão mais rasos do que um chinelo. Se de 40 anos passamos a 4, o passo seguinte é 4 meses para o estado de graça, minada cada vez mais pela totalidade do abjecto em que se tornou a política. O que os políticos no conjunto fazem sobra uns para os outros, é isso que significa o descrédito na política. Possivelmente, os mais experientes falam mas os inexperientes que têm palco andam embevecidos, sem saber, em momento de expediente que parece sem valor, que estão a cavar a sepultura. É agora que a mão dá a volta ao canhão da fechadura. São todos "muito bons", de topete, arrogância e insolência mas vazios, egocêntricos, selectivos no que escutam e do que se alimentam, a bajulação.

Há uma quantidade de gente com qualidade fora do circuito, entrosados e que num piscar de olhos formam ou adoptam um partido charneira. Resta saber se isto está tão mau e degradante que, ao invés de lutarem, vão engolir a injustiça, andar em silêncio e aplicar a indiferença, o pior estado a que chegamos, onde nada enerva nem nos move mas que desvia toda a qualidade e a energia ao serviço dos cidadãos para uma situação de represália pela calada.

Não é com estes políticos fracos, vazios e em exercícios de cair em graça que vamos ter futuro. Ajudados por uma comunicação social que não compara para também estar em graça. Somos profundamente ilha, o que os outros fazem e crescem não conta, só a bajulação das insignificâncias tornadas grandes feitos, a tirada humorada, o expediente que passou a ser programa de governo.

Na sombra está a solução, se uns estão bem e perguntam porque se chatear com a política, os que estão mal vão embora ou chegam ao estado de homem-bomba, na primeira oportunidade vão pôr cá fora, de forma visível ou invisível, a injustiça que sentem.

O ambiente não vai melhorar, o que quer que aconteça, acabada a graça vem a desgraça, a desilusão,. É impossível produzir com tantos egos, surdos, fome e lóbis na velha máxima do Rui Veloso dos que não ouvem a mesma canção. As escolhas são já erros de Governação. Vão canibalizar e quando esgotar deitam fora. Para Povo Superior é preciso um camião de Danoninhos, para qualquer dos lados, tanto dos que falo como para o povo que se resigna e é comodista, esquece tudo com uma boa festa jogando para trás das costas. Até ao dia ...

As eleições estão capturadas, para o que importa votar não há opção, não há projecto de futuro para todos na pratica, em teoria vão todos vendê-lo mas não trocam um passo na atitude que denuncia que vão matar a sua fome, a exclusivamente deles.


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