Germania em dificuldades

Boeing 737 da Germania, ostentando pintura alusiva aos 30 anos da companhia.
Ainda em operação com estas cores e com desmantelamento previsto em Março deste ano....esperemos que a companhia dure mais que o avião....

Mais uma vez o espectro da falência paira sobre uma companhia de importância para o mercado turístico na Madeira. Depois da queda da Air Berlin e da sua subsidiária austríaca Niki é a vez de outra companhia de peso alemã a deslocar-se em ares turbulentos.

A Germania está à procura, com carácter de urgência, de investidores que possam rapidamente injectar dinheiro na companhia, não se colocando de parte a aquisição ou integração noutro grupo económico ou companhia aérea.

Por enquanto ainda nada de concreto foi anunciando relativamente a uma destas eventuais soluções, continuando a administração da companhia a tentar evitar um colapso da mesma. Segundo o portal de aviação aerotelegraph.com, a companhia necessitará de 20 milhões de euros nos próximos dias para manter-se em operação.

Formada em 1986, a companhia é já presença regular na Madeira há imensos anos. Depois de um interregno em 2002, regressaria em força à Região em 2011 (ver aqui), não tendo deixado de voar para cá desde então, com uma operação crescente, em número de rotas e passageiros transportados, a partir da Alemanha, não apenas para a Madeira mas também durante algum tempo para o Porto Santo, numa operação de Verão, além dos voos de/para Jersey que são actualmente efectuados pelos aparelhos desta companhia.

B737 da Germania na operação charter de verão, em 2015

Criada em 2015, a sua subsidiária Suiça, iniciou igualmente a operação de um voo semanal com origem em Zurique, no Inverno,
Germania Flug (subsidiária Suiça) na operação de Inverno 2016/2017 (estreou-se na Madeira a 3 de Novembro de 2016)

Numa altura em que está praticamente concluída a mudança de frota de Boeing 737 para Airbus e com planos de renovação da mesma com os novos aparelhos NEO do fabricante europeu, o ano de 2018 foi particularmente difícil para a companhia, segundo comunicado da mesma, devido "à alta dos preços dos combustíveis e à grande concorrência das companhias de maior dimensão, cuja competitividade acaba por esmagar as companhias mais pequenas e dedicadas a voos ponto a ponto." 
Regresso da Germania à Madeira, em 2011, com 2 voos.

Por parte da Região, seria conveniente as entidades ligadas ao turismo tirarem o pulso à situação e começarem a analisar e fomentar alternativas entre os diversos operadores a fim de garantir que um eventual fim desta companhia não aconteça de surpresa e seja rapidamente minimizado pela entrada de alternativas no mercado, algo que, atendendo às especificidades e exigências operacionais, não será assim tão fácil nem imediato, a menos que algum dos outros actuais operadores esteja disposto e tenha disponibilidade para ampliar as suas operações na Região.


Rui Sousa,
Planes&Stuff...
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