Novo Hospital (parte III) – Também tu, Einstein?


Novo hospital ? Onde, como, quando, com quem, para quem, por quem?
( parte III – Também tu, Einstein ? )

Notas
Nota 1 – Na sequência do artigo anterior, do dia 18 de Novembro passado, a firma Smith&Smith and Sons, contactou-me. Um Smith ligou-me para o telélé (com tanta excitação que não consegui, juro, falar e nem me deixou o contacto !!!!). Em relação aos irmãos, para além de perceber que se expressavam vivamente pela minha família e pelo que escrevi, os meus email´s de resposta vêm devolvidos!!!! Assim sendo, quero expressar publicamente o meu agradecimento por essas estranhas formas de expressão, que apenas confirmam que afinal estou certo no que escrevi.

Nota 2 – O Dr. Alberto João Jardim, teve um sonho, uma ideia para a Madeira. Mas essa ideia, se bem que formosa e audaciosa, transformou-se num pesadelo, aquele que estamos a viver. Por culpa dele e por culpa de uns quantos "yes-man" que o rodeavam, de um povo que o idolatrou (idolatra ?) e por não ter deixado pensar diferente. A isso, preferiu os rastejantes, as sanguessugas, ... Está a pagar por isso, ou pagou já por isso ? Foi inteligente o suficiente para saber o que aí vinha e sair de fininho? ou foi apeado qual César por uns Brutus ? É e será uma figura incontornável na RAM. Nunca marcou golos, mas fez obra boa ( má e muito má nas consequências e sequências ).Mas merece uma estátua, face ao resto da paisagem, que não percebeu que um golo esquece-se, mas um aeroporto não se deixa esquecer.

E comecemos…

E no principio era o Verbo….
E na RAM o verbo ( agora em minúsculas ) era/é uma região do tamanho de um concelho como Sintra,  ( mais ou menos ), com uma população em tamanho mais ou menos idêntica, jovem e suportada economicamente por um turismo de elite. Claro, havia quem vivesse ( bastante e menos ) mal, a maioria e como acontece em todo o lado, alguns a viverem ( muitíssimo ) bem. Há quem diga que a culpa era do Salazar, dos Ingleses, ….. mas bem vistas as coisas, a Madeira era uma região ( ainda por cima uma ilha, barco ou avião para lá chegar-se ) economicamente e socialmente atrasada. Tal como no Caramulo, Viseu, Guarda, Serra da Estrela, Portalegre, Castelo Branco, Açores, …… aliás um espelho do país ( Portugal é Lisboa e o resto paisagem, antes, como agora ).  A Madeira não era pior, nem melhor. Apenas igual a tantas outras regiões do interior de um País chamado Portugal. Esquecida. Com uma taxa de alfabetismo péssima, falta de infraestruturas básicas, …. Mas não como nos querem passar a ideia: pobre, pobríssima. Não, na altura e ao contrário de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Bragança, ….. tinha uma economia sustentada num tal de turismo de elite: Pérola do Atlântico, remenber ??? Uma espécie de Algarve no Atlântico. 

Uma região que acolhia muita gente ( turistas ) insignes ( Churchill, …… ) , que deixavam muito ( $$$$$$ ), gastavam mais e não queriam positivamente, ver pela janela do quarto do hotel, o que o vizinho no hotel ao lado ou do quarto ao lado estavam a fazer. Hoje tem-se essas vantagens todas, mas fica menos ou gasta-se menos ( bem existe sempre o voyeurismo …. ).

Nem tudo era mau, portanto, como a nova história da Madeira tenta mostrar, porque isto de criar uma nova história está(va) na moda. Num á parte, o refazer-se a história é hoje comum ( estátua de Colombo abaixo em Los Angeles, porque era sinal de massacre !!!! ). Tal como as coisas andam, não me surpreenderia se um dia, se acusasse Afonso Henriques de psicopata. Brincadeiras á parte, lembram-se de alguém a tentar fazer contas e pedir uns dinheiritos extra a Lisboa por conta de potenciais rendimentos da ilha, após descoberta ? Pois …… hilariante. 

Voltando á “vaca fria” e para o melhor de tudo. Existia na Madeira com quem trabalhar. A diáspora, se alguém naquela altura fez esta análise ( ou se alguém a faz hoje ), dizia que o Madeirense, era/é uma pessoa socialmente dinâmica, bastante atrevida ( não, não nesse sentido caramba ) na procura dos seus objectivos, sem medo de procurar e tentar encontrar mais longe o seu ( e para a sua família ) ganha pão e com um germe muito grande de empreendedorismo inserido. Veja-se o Jardim ( não o Dr. Alberto João ), mas o do BCP. Um exemplo entre muitos ( e não são poucos ). Alguém se lembra da “mula da cooperativa ? “. Max ?  e dos pequenos empresários com os seus negócios nas Africas, Américas......

Temos pois uma Ilha que á partida tem uma grande desvantagem ( passe a redundância, ser ilha ), mas com um handicap que muitas outras regiões do país Portugal não tinham: o Turismo ( exactamente com T maiúsculo ) e um povo com espírito empreendedor. O resto era igual. Nem piores, nem melhores, iguais ( excepto no sotaque claro está ) a tantos outros portugueses do Continente e Açores.

Então, depois do verbo, alguém “pegou” nesta região e fruto de uma ideia de desenvolvimento terceiro mundista ( betão ) e com um sem fim de dinheiro fácil a jorrar, tentou fazer da Pérola do Atlântico, a Ilha do Povo Superior e tão “superior era” que este povo foi educado a ter tudo fácil e barato ( ou sem custos ): educação, saúde, habitação, piscinas, estradas, vias rápidas, caminhos, praias, …… Tão fácil era, que o povo achou que não devia trabalhar a terra, nem o espírito, tinha direito a tudo e de tudo e sem custos. Era alimentado a "Pão e circo", deixando-se enganar, deixando-se enrolar, adormecendo e sonhando em quimeras idílicas. Até que, usando uma expressão comum, a realidade chegou. E com ela, bem ...... muito ruiu.  Como perdoar a quem alimentava estes sonhos ? e a quem os quer continuar a alimentar ?

Einstein
Para melhorar a prosa, é aqui que faço entrar Einstein ( sim , o Nobel do E=mc² ). 
E entra porque tem, entre muitas, cinco (5) citações, que me ajudarão, espero que bem, neste artigo. As minhas falanges, falanginhas, falangetas, carpos e metacarpos estão ansiosos para começar, e vocês que vão ler, atendam aos vossos estribos, bigornas e martelos e ao saudoso esternocleidomastóideo. Aqui entre nós, isto foi apenas para mostrar que sei alguma coisa de saúde ( * ver abaixo o significado ). Bora lá, pessoal.

Citação 1 
Sei perfeitamente que, para se alcançar qualquer finalidade organizadora, é necessário haver quem pense, coordene e, no total, assuma a responsabilidade. Porém, os conduzidos não devem ser constrangidos, mas antes poderem eleger o seu chefe. Um sistema autocrático de coacção degenera, a meu ver, dentro de pouco tempo, pois a violência atrai aqueles que são moralmente inferiores e, em regra, no meu entender, aos tiranos de “génio” sucedem-se geralmente patifes. 

Leram e leram bem ? haverá na RAM alguém que pense, veja a Região como um todo e não como uma fatia de bolo ? ( educação para ti, finanças para mim, saúde para aquele…. e vira o disco e vamos dar de novo ? ). Claro que a resposta é não, obviamente. Os Smith&Smith and Sons pululam pela RAM, fatiaram a Região em interesses, á falta de uma liderança, os patifes apareceram, para mal de muitos, porque isto de só ser Superior, foi só para alguns. Quando a liderança, ou falta dela deixa, aparecem os aproveitadores, os mais próximos, os mais amigos, não os MELHORES. Uma liderança fraca é autista e tende a rodear-se de “yes man “, de aduladores, não permitindo sobressair ninguém, nivelando tudo á medida das suas ambições e ideias medíocres. Em relação a responsabilidades, estamos falados, a culpa sempre morreu solteira.  e os patifes, formaram a sociedade Smith&Smith and Sons.

Citação 2 
O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

Verdade, verdadinha. O sucesso (social, profissional ) na Madeira, começou a ser visto e medido não pelo trabalho efectuado e resultados, mas sim pela facilidade de se conseguir estar ao pé de quem manda ou decida. Os exemplos vêm de cima e com toda a franqueza, os exemplos de cima na RAM, não foram muito bons (salvo raras excepções ). Caiu-se no facilitismo, no deixa andar para uns e no feudo para outros. No Governo Regional e empresas públicas adjacentes e privadas dependentes, um corropio de manter ordenados, de arranjar reformas chorudas, de criar e manter postos de trabalho inuteis, de pular para aqui, de pular para ali, enfim ... alegres e contentes até à reforma final. Trabalho, népias. Sucesso financeiro pessoal, muito. Quem paga ? Essa é fácil, os suspeitos do costume, aqueles que mais precisam.

Um exemplo: Faz-me “pele de galinha” a recente decisão do Governo Regional de dar BOM a todos, mas mesmo todos os professores, para a sua subida nas carreiras. Como é ? melhores e piores, os que educam e os que deseducam, os que faltam e os que não faltam, tudo BOM ? Lá está, nivelar por baixo. E o dinheiro, Santo Deus, de onde vem ? quem paga ? Deixem-me ser mauzinho, será que o(s) autor(es) desta decisão também (são)é professor(es) ? Mas as leis da república são claras em relação a quem faz e executa, para favorecimento posterior. E daí, nada se passa ?  o Big e mini chefes, nada fazem ? Assobia-se para o lado ? E o resto da função pública regional ? não levam esta borla ? Ou vem aí um presente de Natal ou eleitoral ? 

Citação 3 
Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio previne-o.

Dêem-me um exemplo, só um, de que isto é uma excepção á regra. Ora olhando para cima, vemos um exemplo completo de um perfeito disparate que vai ser pago á “la longue”, em termos financeiros, mas sobretudo em termos qualitativos ( no Ensino ). Se a o sistema educativo na Madeira está a falhar (lá está, a excepção á regra, aqueles que pensam diferente é banida, posta fora, emprateleirada, acusada…  Curral das Freiras, alô ?) porque criar condições para o facilitismo ? Não se deveria, ao invés, incentivar ? Pensar diferente é um anátema ? Onde está o sábio ? Tirou férias ou era falso, como uma bordado da Madeira, made in China ? ou também foram banidos pelos Smith&Smith and Sons ?

Citação 4
A coisa mais difícil de compreender no mundo é o imposto profissional 

Pois, pois. Se até um misero “nobelado” manda esta “posta de pescada” o que dizer daqueles que no final do mês, fazendo muito ou fazendo pouco, ficam sempre com a sensação de que alguém lhes foi aos bolsos ?
Que serviços públicos oferece a RAM a quem lá vive ? Toda a gente se queixa do estado deplorável na Saúde, na Educação, na Segurança Social, nas infraestruturas, nos transportes, ….. Então, paga-se para quê? para quem ? para onde? porquê ? O que se ganha ? é frustrante….   Mas os Smith&Smith and Sons, não têm este problema, infelizmente para nós, que não somos sócios.

Citação 5 
Para se poder ser membro irrepreensível dum rebanho de carneiros é preciso, antes de mais nada, ser-se carneiro.

No comments. O rebanho está a ficar curto, mas os cães e pastores, mesmo sendo outros, continuam a querer nivelar por baixo. O problema é que, começa-se na RAM a ter uma consciência social e politicas mais criticas, em relação ao regime e á tal empresa alegre ( Smith&Smith and Sons ), Renovar, para manter-se na mesma já não é possível. Assim tenta-se de novo e talvez num ultimo fôlego, criar-se condições para mais “pão e circo”.

È aqui que entra o novo hospital. È mais um numero de “pão e circo” ? Para os Smith&Smith and Sons é outra oportunidade de se expandirem, para mal da Região e de quem vai necessitar e usufruir do Hospital. 

Para os ilustres que mandam e para aqueles que querem mandar, o jogo do hospital ainda está no nivel 1. È que uns e outros ( os que lá estão e os que querem ir ) até agora só falaram em números, como se estivéssemos num típico jogo de ping-pong. O importante, isso, nada se fala:
1) Quanto custa efectivamente o novo hospital ?
2) Quem paga ?
3) Qual o modelo de gestão ?
4) Qual a sua sustentabilidade económica e financeira ? 
5) Qual o modelo qualitativo a ser usado ? e o que se entende por qualidade ?

( Imagino as jogadas a serem feitas, ou preparadas para fazer, as ligações a serem criadas, a colocação das peças, porque isto do Hospital, vai dar milhões e todos, vão querer molhar a colher na soupa. Até em Lisboa já se fazem apostas e se mostram considerandos, memorandos e acordandos .....  )

Mas se faz favor, pense-se e responda-se também a esta questão: Faz sentido que aqueles que não seguem, aquelas sábias citações de Einstein, sejam os responsáveis por esta obra ? Não, obviamente. 

Fica-se então á espera de uma resposta ás questões colocadas e com a certeza que uma cadeira agora será útil.

1) “Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente”.
2) “Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito.” 
Ambas frases pertencem a Abraham Lincoln

OBS
(*) falanges, falanginhas, falangetas, carpos e metacarpos são os ossos da nossa mão
(**) estribos, bigornas e martelos são os ossos do nosso ouvido
(***) esternocleidomastóideo, musculo famosíssimo do pescoço e a quem o Sr. Dr. Vasquinho, da célebre Canção de Lisboa, deu fama
(****) a origem das manchas de fígado !!!! ( maus fígados ) da pele da girafa, deixo para os Smith&Smith and Sons. 


Leitura recomendada de artigos anteriores:
Hospital I: Novo Hospital?
Hospital II: Novo Hospital: sinais de alarme à vista
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