A Madeira Cova


Em qualquer das hipóteses, daqui a um ano teremos novo governo eleito e ele está-se a decidir agora. 

O povo não se importa de todo porque satisfaz-se com pouco, habitou-se a estar agradecido pela pobreza que Nossa Senhor lhe deparou, à caridadezinha, às benesses onde quem factura colhe mais do que quem recebe (muitas vezes presentes envenenados que pressupões rendas fixas), com  as "obras" que embevecem porque feitas em favor do povo e da Autonomia mas que dilapidam as finanças públicas para que nunca lhe chegue a melhoria no vencimento e, se mantenham pobres e dependentes como os poderosos querem. Manietados.

Se o povo soubesse realmente os contornos do que está a suceder revoltaria-se mas não quer saber, meteram cruz sobre a política, são todos iguais, também não gostam de ler. Mais do que dois parágrafos é uma maçada e os ardilosos contam com isso. O laxismo anda por todo o lado, vê-se que até fere, na forma de estacionar, de andar na Via Rápida, na falta de adesão ao que importa. Ao madeirense foi-lhe dado o título de Povo Superior para se tornar convencido e idiota. Enquanto isso, com um título de teso e dependente, os grupos económicos criam uma ditadura onde a democracia e o voto pouco estão a contar.

Os partidos que querem já estão comprados pelo poder económico que, não se importa de despender fortunas para manter a sua condição privilegiada de acesso às decisões nos governos e, assim, poderem decidir em seu favor. Só por aqui, o povo já deveria abrir o olho mas, o que é isso ao pé de uma gostosa poncha?

Os meios de comunicação social estão a fazer da publicidade notícias, a ocupar espaços com o folguedo que o povo quer. Muitas vezes importam-se mais com a vida dos outros do que com a sua. Pelas suas costas existem lutas titânicas de grupos económicos a tomar posse de tudo o que decide e hoje temos o exemplo claro da ACIF onde o Grupo Sousa e o Grupo Pestana disputam eleições, ambos com candidatos que nunca foram empresários a sofrer no duro as contingências de um mercado fechado nos mesmos. As eleições na ACIF são um ridículo e uma montra. Um ridículo da Madeira.

Parece que ninguém se importa verdadeiramente Os grupos económicos esfolam-na, os governantes são marionetas que se enchem e o seu povo emigra ou aqui não nasce. Já vemos o fim disto tudo, é ensaiar a extrema unção porque nada disto é sustentável. A Autonomia é de momento posse dos Grupo Económicos da Madeira Nova, um jogo de realidade virtual que vai receber o "rebranding" de Madeira Cova. Já vimos este filme e acabaram tudo e todos vendidos. Nunca são os outros a decidir melhor por nós.
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