Olhóóóóóoó jornalistas àààààà meeeeediiiiddaaaaaaa .....

 

A caneta na mão de de um mau jornalista, pode fazer tanto mal como o bisturi na mão de um mau médico, Enéias Carneiro

Winston Churchill dizia que "não existe opinião pública, apenas opinião publicada". Como acontece aqui na RAM. Os grandes órgãos de informação da RAM, DN-M, JM-M e RTP-M, mais as rádios e tudo o mais "apendiculares", fazem de tudo para formarem uma “opinião publicada”, quase sempre na óptica “regitimista”, do poder instituído. E para fazer isso, basta transcrever o que o regime diz e usar as parangonas certas (porque muitos "receptadores" nem sequer leem e digerem o conteúdo da noticia).

Retirando os conteúdos locais, mais os desportivos, muitas vezes nestes órgãos de informação, a única verdade que é escrita parece ser a data da publicação. Existem algumas andorinhas, mas que nunca fazem a primavera, apenas atenuam o rigor do Inverno.

Em relação aos órgãos de imprensa escrita, parece que fazem demasiadas vezes o papel de “policia bom, policia mau” em relação ao regime criado pelo psd-M na Madeira, utilizando a rubrica “opinião” e os “opinion makers” que ali escrevem, para se absolverem dos seus pecados “seguidistas”.

Aqui na Madeira, demasiados políticos, sobretudo os deste regime psd-M, usam a imprensa e a TV para projectarem a sua imagem e passarem uma informação falsa, irreal, baseada não em factos comprovados e com escrutínio, mas com a bênção destes órgãos de informação e do partido que servem. Excessivos jornalistas deixaram de questionar e a imprensa deixou de ser o dedo indicador que se exigia. Por isso tornam-se dispensaveis, prescindíveis e por isso são comprados. 

Se em termos deontológicos a informação prestada por jornalistas deveria ser clara, precisa, objectiva e factual, na Madeira a mesma foi substituída pela “subjectividade” da opinião do jornalista. O problema é que esta subjectividade “cai sempre para o mesmo lado”: a favor do regime. A neutralidade jornalista na Madeira é um mito. Resta a nós leitores, ler, ver e ouvir a realidade da notícia. E isso implica que a literacia do Madeirense nos media seja elevada ou promovida. Coisa que também não acontece. Por nossa culpa, também por culpa de uma sociedade que continua a não pensar diferente, porque são quase 50 anos de um recondicionamento pavloviano, são quase 50 anos de não saber questionar.

Porque o jornalismo é uma forma de poder e como o poder traz sempre responsabilidades, o discurso jornalístico na Madeira deveria ser credível, factual e verificável … coisa que nunca acontece na informação da Madeira. Porque jornalistas não são credíveis, porque a factualidade é ignorada e porque nada é verificado. [dou exemplos em baixo ]

As nações prosperam ou decaem simultaneamente com a imprensa, Joseph Pulitzer

O 4´º poder na Madeira vale, o que vale: muitas vezes nada. A imprensa para Carlysle deve servir de contrapoder ao abuso de poder por organizações dominantes, inclusive o estado em relação aos cidadãos. Aliás, como se pode ver, sociedades democráticas e desenvolvidas têm sempre uma imprensa livre, poderosa. Não na Madeira. E a a nossa sociedade, aqueles que nos governam são corrompíveis, são venais, muitas vezes indecentes no que fazem, no que dizem. 

 A imprensa da Madeira    

Quando no dia 20 de Abril do ano da graça de 2015, Sérgio Marques tomou posse como Sec. Reg. dos Assuntos Parlamentares e Europeus, sabia, porque MA assim o exigia, que o Jornal da Madeira tinha de ser ou fechado ou privatizado. É que na altura, MA tinha o JM como um seu "opositor" na corrida ao psd-M que ele queria renovar, para além de que via no JM outro sorvedouro dos dinheiros  regionais. MA tinha razão, mas enganou-nos. Fechou o JM-Madeira, "abriu" o "novel" JM. E mantém-no. 

O antigo Jornal da Madeira, ano após ano, milhão após dezena de milhão, custava muito aos cofres regionais e dali, como reconhecia o próprio MA de nada saia. Eram tudo noticias torpes, ou quase e defendia o "status quo" que MA queria, salivava por derrubar.

O JM tinha que ser vendido. E foi Sérgio Marques que engendrou a solução. Vendeu aquilo tudo, equipamentos, instalações, rádios, jornalistas menos a dívida, por 10 000 € (DEZ MIL EUROS ) a um Sousa da ACIN e ao AFA. Um negócio muito bom para os “noveis” acionistas, porque só em equipamentos, instalações e o resto, aquilo valia, segundo  estava nas contas ( imobilizado ) da sociedade, quase o décuplo ( 100 000 € ). Não nos esqueçamos que a Igreja católica, outro acionista, deu o Ok a esta venda e que nesta venda também foi a lista de assinantes, o contrato com o GR para publicidade, publicações…. quase 113 000 € para o resto do ano. Grande negócio

E por isto, já se podia ver que MA não queria renovar nada. Queria era dar uma imagem diferente, com outro nome, “renovada”, ao antigo "status quo", mantendo-o ou mesmo piorando-o, como se vê pelas actuais práticas governativas. Um negócio onde o que é de Deus, para a igreja católica da Madeira, é de César e vice-versa.

A imprensa é a arma mais poderosa no nosso Partido, Estaline

Sérgio Marques também sabia que o JM só podia singrar se alguém desse a mão para o manter. Por isso, manteve os contratos publicitários e acordos que o GR tinha com o antigo JM, no novo JM. "renegociando-os" para mais. nos anos seguintes. No resto desse ano, mais quase 41 000 € em publicidade do GR, "caiu" para aqueles lados. Já se percebe que como empresários, a AFA e o Sousa da ACIN e a ACIN, gostam de investir com o dinheiro dos outros.

Em resumo: Os “acionistas” oficiais entraram, nem com os 10 000 € (veja-se onde está ? essa entrada de dinheiro nas contas regionais, porque transferências ou cheques não existem para o comprovar ) e o GR entrou com o “restante” para manutenção dos postos de trabalho e para gestão de mais desinformação. Isto numa ilha, onde o Governo Regional, paga para a informação ser escondida, sonegada, alterada e a desinformação desenvolvida. Uma ilha onde o (des)GR também é produtor de contéudos,"fake-news", informação à medida, .... 

Mas também para a AFA conseguir mais uns dinheiros, porque o das obras que recebe já é pouco. Estes que vêm do JM, dão para pagar os charutos, o das obras os hotéis, barcos ….. e os negócios maus de Áfricas e Lisboa. Um 2 em 1. Para a ACIN foi um festim para softwares desenvolvidos e apoios conseguidos, inclusive comunitáros, com o "agreement" do (des)GR.

Portanto, a “coisa” manteve-se. A desinformação. Entre muitas no prego, para o GR e poucas na ferradura, o JM, continua a ser o “pasquim” oficial do Governo Regional.

O que estranho nisto, quando vejo no lado de lá do Atlântico, órgãos de informação que cortam conferências de imprensa a um presidente, redes sociais cortam contas a um presidente e a quem divulga fake news, é que a maioria dos jornalistas da Madeira e o sindicato respectivo, estarem calados e serem coniventes nesta miséria que é a informação, não criada, mas transcrita, olvidada por pseudo-jornalistas e demasiados “comentaristas” de fakes news.

Na Madeira tudo é possível ….. e tanto é possível, que recentemente o DN mudou a sua estrutura acionista com a entrada de um conjunto de sociedades, entre as quais pertencentes ao grupo Sousa e LOGO posteriormente, da AFA. Que por sua vez já era acionista do JM-M. E o apêndice do sindicato na Madeira .... nem reparou, quero crer.

ahahahahahahahahhahahahahahahahahahah

E aqui temos um problema. A concertação dos maiores grupos de comunicação social numa só pessoa/sociedade é proibida por lei, como se viu na tentativa recente, de compra pela sociedade detentora do Correio da Manhã, Record, Sábado …. da TVI. Coisa que não foi permitido pelo regulador e que o sindicato dos jornalistas se opôs. Do continente, não o apêndice da Madeira. 

Quando a imprensa não fala, o povo é que não fala. Não se cala a imprensa. Cala-se o povo, William Blake

O sindicato cá do burgo assobiou para o lado quando a AFA entrou no DN-M e o OK para o regulador foi esquecido. E quando foi preciso um parecer ao regulador ….o apêndice disse nada. 

Portanto, se a legalidade aqui existisse e a vergonha também, ou o AFA era obrigado a vender a sua participação num destes órgãos de informação, o novel JM ou o novel DN, ou então escondia essa participação, na miríade de sociedades que existem, que não são de ninguém, mas são dos mesmos.

Parece-me que aqui na RAM não existe carteira profissional de jornalistas, mas carteiras pessoais de jornalistas, volto a repetir, salvo muitas honrosas excepções. Na Madeira, a imprensa nunca foi a artilharia do pensamento, como diz Antoine Rivaroli.  

Os exemplos

Número 1A jornalista a fazer um frete a Pedro Ramos. Mas entre o madeira safe , que para Pedro Ramos parece que "safe" muita coisa e a Madeira ser pioneira em tudo e quase tudo no combate à epidemia ... a jornalista não faz esta simples pergunta: Se é assim tudo tão bonito, porque se morre tanto aqui ? Porque existe tanto caso ? E porque temos instalações terceiro-mundistas no HNM para receber todos. Os com covid, também os sem...e os que apanham ali


Número 2Nenhum jornalista madeirense questionou a validade e credebilidade dos prémios dados por este site. Afinal como se comprova, podem votar todos. Os que conhecem o destino, os que não conhecem, os que são pagos para votar, os que trabalham e têm de votar.....como na Sec Reg de Turismo.

No site do record estava um banner para se votar nisto.

Número 3: Nenhum jornalista questionou, e já existiu oportunidade para isso, o que que é que MA ganhou em "impor condições" a um apoio a Marcelo Rebelo de Sousa, ou quando disse que o psd-M não passava cheques em branco para apoiar aquela candidatura. As suas condições foram ouvidas e o cheque foi passado com endosso ? Ou como não tinha cobertura veio para trás ?

Número 4: Muito bom este gesto de solidariedade por parte de ambos os GR´s. Finalmente a Madeira mostra solidariedade ( os Açores disponibilizam entre 10 a 20 camas ). Mas a pergunta que se impõem é, esta: porque enviar 3 utentes para a Madeira, quando existem nos privados em Lisboa, capacidade para receber este número e o custo de transporte no avião C-130 é maior que o valor a pagar nos privados. Depois .... os doentes transferidos para a Madeira, são continentais ou madeirenses que infelizmente foram "apanhados" no continente ? Por ultimo, se Lisboa paga estes custos, preferindo gastar mais a levar doentes para o Funchal do que colocá-los em Lisboa, não será um esforço de Lisboa de trazer a "rebelde" Madeira para o todo nacional, como Costa implicitamente disse no twitter ? Se é assim...touche Costa. 

 

Queen - Under Pressure


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