O racismo e a discriminação social

O racismo e a descriminação social existem em força nos nossos dias. As manias de que uns são mais do que os outros está bem impregnada nas cabeças de muita gente e de muitas famílias que se consideram pessoas e famílias únicas como se o mundo fosse criado só e exclusivamente para elas. Nada mais enganador e no momento crucial a verdade prevalecerá.

Esta mania há muito tempo que deveria ter desaparecido das sociedades. Sempre pensei e quero continuar a pensar que educação em força e a formação superior academicamente falando deve suscitar um espírito social, que enforma a mentalidade geral para a tolerância e a repudiar automaticamente todo o sinal de racismo e de discriminação social. Às vezes parece que me engano e que alimento uma utopia.

Porém, nota-se ainda uma carga de preconceitos contra as etnias, as raças e as classes sociais menos qualificadas ou que se expressam em modos diferentes, ou seja, na cor, na mentalidade, na cultura e na religião. Entre nós pode ser que o preconceito esteja maioritariamente assente na sorte que bafejou alguém pelo tacho ou pelo privilégio de pertencer à classe dominante no partido, no governo ou na herança senhorial que advém dos tempos tristes do «regime da colonia».

Qualquer forma de racismo e de discriminação social é intolerável em ambientes onde se confessa e prega o espírito fraternal do Cristianismo. E não menos será intolerável percebermos que existe repúdio pelos outros, quando há muito nos guiamos pela luz da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Estas luzes abençoadas que nos iluminam a razão, deviam ser prioridades na condução do pensamento e da ação.

Os nossos tempos estão perigosos e cada vez mais os povos manifestamente manipulados por notícias populistas e mentirosas se deixam comandar e são levados a escolherem a pior parte, que bastas vezes se revelam, essas más escolhas, contra os interesses elementares dos próprios povos eleitores. Há exemplos bem evidentes por aí.

Neste âmbito precisamos de gente responsável que se envolva na luta contra a questão da «superioridade» entre os diversos grupos sociais. Todos são necessários. Todos com todos edificam o mundo e a sociedade. A paz não é possível sem esta convivência reconhecida sobre o valor excelente que é a diversidade humana. Nada de invejas e nada de sentimentos de que uns são mais do que os outros, faça o que fizer e tenha o que tiver. Por isso, sempre basta reconhecer-se e ser gente com toda a gente.
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