Quebra não chega a 1%


Na semana passada, a Secretária Regional de Turismo avançou que as quebras no Turismo não chegam a 1%, com a falência da Germânia e não sei que outros factores. Confesso que não li e nem vou ler a notícia, pois não perco tempo a ler "fake news".

O Diário de Noticias noticiou que haveria menos 15 mil lugares de avião porque a Jet 2 retirava lugares da operação entre o Reino Unido e a Região e, isto sim, mereceu atenção e análise atenta ao que se passa no mercado inglês.

A Thomas Cook no Verão do ano passado tinha 52 voos para a Madeira, o que representava 11.434 lugares. Para o Verão 2019 a Thomas Cook disponibiliza para a Madeira ZERO lugares do Reino Unido, transferindo estes para outros destinos.

Poderão dizer que a Jet 2 reforça a operação para o Verão, o que é absolutamente verdadeiro. No Verão a Jet 2 terá mais 26 voos para a Madeira mas, em contrapartida, a TUI retira 43 voos e a Easyjet 8.

Eu também não percebo nada de matemática, mas a quebra comparativamente ao Verão 2018, corresponde a 8% no mercado inglês. Serão menos 14.643 lugares deste mercado no Verão 2019 e no Inverno 2019/2020, comparativamente ao Inverno 2018/2019 (de novembro a fevereiro), menos 13.163 lugares.

A lengalenga, que já começa a ser fastidiosa, sobre a  Turquia e o Egito cai por terra, por assim dizer, quando o Algarve, já para este Verão, vê o número de lugares de avião a aumentar em mais de 136 mil desde o Reino Unido. É fastidiosa quando no próximo Inverno o Algarve passa de 940 voos (de novembro 2019 a fevereiro 2020), para 2.370 voos desde o mercado inglês.

A Madeira tem um problema gravíssimo para resolver, a inoperacionalidade do seu aeroporto. É lamentável e grave que este tema tenha servido de arma de arremesso político entre o PSD e o PS,  ao ponto de criar um mal-estar tão grande que leva a que este assunto se arraste desde 2017,  prejudicando e provocando um impacto negativo e que é lesivo para a nossa débil economia e imagem externa, além de que o turismo é a nossa "galinha dos ovos de ouro".

Já perdemos companhias por via desta inoperacionalidade e quanto mais tempo passar, menos atractivo se torna o destino Madeira e, por consequência, menos procura e menos receitas.

Já não há paciência para as fotos de turistas a dormir no aeroporto, nem vídeos de filas de espera.

Quando há mau tempo ou atrasos de voos é normal ver turistas sentados pelo chão aqui na Madeira, tal como acontece no resto do mundo. O que não é normal é não haver um reforço de pessoal para responder a dúvidas, reclamações e remarcações dos turistas que viajam sem pacote de viagens organizado por operadores. Os restantes nem ao aeroporto vão. São poupados a esse constrangimento.

Qualquer dia a Madeira ganha o prémio de "Destino pouco credível."


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