Hippie ou Zen?


ZEN!

Não gosto de pessoas ZEN, canibalizam os seres humanos que fazem alguma coisa prática. Os ZEN têm sempre uma perspectiva despreocupada com o que se passa à volta, tudo se resolve com uma inacção assente na fé do destino. Se o mundo se soube construir deverá saber se destinar. Tudo flui até que a alteração climática o leve na corrente alterada dos tempos.

Um ZEN é a versão moderna do crucifixo no espelho do carro para colmatar a aselhice e, não dá para mais do que a sua sobrevivência na estrada. Como nem olha para o retrovisor, porque Deus o guarda, nem repara nos mortos que vai deixando. Ninguém conseguiu ver sequer a matricula, a luz está queimada mas Deus ilumina e o astro rei "encegueira".

Um ZEN no 20 de Fevereiro estaria em transe de mantra no topo da montanha de perna cruzada. ZEN é um estado de egoísmo que não ouve o que está à volta, só a sua versão é que está certa, munida da calma que o mundo real lhe favoreceu para poder recitar mantras. Quando acorda, se acordar, está só e isolado no seu mundo e no seu convencimento, tudo passou ao lado mas, há um pormenor. Pelo menos para se alimentar, tem que vir à vida real se satisfazer do essencial, afinal come, bebe e os produtos estão prontos para consumo. Talvez só aí repararia no desastre de um 20 de Fevereiro, ai que não se pode passar, ... vou já entoar um mantra em vez de juntar uma pedra. Ai se os outros fossem ZEN. Portanto, um ZEN é um egoísta predador. Pensa só em si mas tem que usar os outros.

Um ZEN na política tem fé que o seu jogo de palavras, sem nada de palpável, convença e satisfaça os comuns e verdadeiros mortais que precisam de soluções. Desses não acomodados que não recitam um mantra para pagar o empréstimo ao banco ou a conta do supermercado. Desses que não estão no topo e vão trabalhar para perceber que o ambiente está mau por ... ausência, quiçá em transe, de um ZEN. Este ser, longe de tudo, não pode estar na política, deve estar num templo porque governar é coisa terrena. Por norma, só se consegue o estado ZEN com a vida facilitada, os outros destinam e governam, ele é um ser celestial. É natural que não se preocupe com nada e deixe andar.

Um ZEN tem potencial para promover saudades do errante na sua faceta de animal político, assertivo, de risco e coragem. E vai chegar o dia que, por comparação, deixará o errante em último lugar para receber as bofetadas que acordam do transe. Vai chegar o dia onde até os verdadeiros políticos terão de emigrar para serem reconhecidos no estrangeiro.

Theresa May, a cumprir o que o referendo lhe deu, tem andado cá e lá sempre a perder e resiste na sua função. É o exemplo de uma política com fibra na hora errada. Há outros que não valem uma ínfima parte e estão na hora certa. Deve ser o destino de ZEN, recitemos com a justa entoação um mantra, deve ajudar a passar.
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