Biohacking - microchips em humanos

Biohacking

O Biohacking é um movimento vasto que inclui várias sub-áreas. Todas ela com o intuito de melhorar a biologia indo desde seguir uma dieta específica até a extrema modificação corporal. Ora vejamos:
  • Biologia Faça Você Mesmo  - movimento biotécnico no qual indivíduos e organizações estudam a biologia pelo mesmos métodos que a pesquisa tradicional;
  • Os auto-médicos, indivíduos que fazem experiências médicas em si mesmos;
  • Os que usam a nutrigenética, ou seja a nutrição para hackear ou controlar a biologia;
  • Os lifeloggers, o que realizam constantes medições e vigilância de vários biomarcadores e comportamentos para optimizar a saúde.
  • Os Grinders são os mais radicais do biohackers, sendo indivíduos que alteram o seu corpo para implantar engenhos cibernéticos.
É sobre os Grinders que este artigo se debruça.

Tendência

Os sinais já existem algum tempo. Os telefones passaram da parede, para cima da mesa e para os bolsos. Os computadores de ocupar salas inteiras, para a mesa e para o colo. Os auscultadores de cima da orelha para dentro desta. Passamos a usar wearables, as “tecnologias de vestir” que estão contacto direto com a nossa pele.

Para alguns gadgets a tendência tem sido diminuir de tamanho, cada vez mais potentes e mais micro. Alguns deles podem no futuro desaparecer e passar a fazer literalmente  parte da nossa pele.

Tecnologia por detrás 

Existem diversos tipos de implantes. Muito ao de leve, refiro:

Īmans

Pequenos ímans que permitem ao nosso corpo usar campos magnéticos.

Chip RFID

O chip é alimentado pelo equipamento que interage com ele, como por exemplo o leitor de chip.

Implantes NFC

Tem uma bateria interna. Comunicam com outros equipamentos através de NFC (Near Field Communication).

Implante NorthSense

Primeiros entusiastas

Os primeiros inovadores são essencialmente indivíduos da área da tecnologia, biologia; apreciadores da excentricidade; no geral, são os crentes que isto é o futuro.
São eles os grandes responsáveis pelos primeiros avanços e exploração desta nova área.
Neste momento, é uma comunidade que cresce muito rapidamente. Em 2014 se realizou a Bulletproof Biohacking Conference (Disneyland para adultos).
À medida que entra na esfera das empresas e organizações, vamos assistir a grinders com intentos muito mais concretos e mais próximos da aplicabilidade de chips em humanos de interesse comum.

Os super-poderes

Mas exatamente que super-poderes podem os chips nos dar ?

Esta primeira invenção não é propriamente um implante, mas é tão próxima da nossa pele que achei que valia a pena a mencionar. A DuoSkin, desenvolvida pelo MIT, é uma tatuagem metalizada temporária que cola à pele e é suficientemente fina para quase aparentar ser uma tatuagem comum. Mas tem a capacidade de ler, partilhar e enviar informação. Associado a diversos tipos de sensores, a nossa pele pode funcionar como touchpad para controlar dispositivos externos. Mas também pode nos dar informação, como por exemplo a nossa temperatura. Serão estes os novos touchpads, ratos, apontadores, termómetros do futuro ?

Tatuagem Duoskin
Já debaixo da nossa pele, podem ser implantados ímans e micro-chips.

À primeira vista o implante de ímans pode parecer ter como única utilidade entreter amigos ao “brincar” com campos magnéticos. No entanto, estamos a hackear o nosso corpo adicionando uma capacidade que não nos é biologicamente natural.
Humanos não controlam campos magnéticos ! Até agora !

Os microchips podem com um tamanho tão reduzido como um grão de arroz.  Nalguns países da Europa já milhares de pessoas os implantaram. Na Suécia já é usado no controlo de acesso a transportes públicos e por empresas, nas quais os funcionários são implantados voluntariamente.

  • Operar equipamentos:  automóveis, computador, impressoras,...
  • Controlar portas, luzes,...
  • Realizar transações: fazer pagamentos,...
  • Saber onde está o Norte com uma bússula NorthSense (implante que vibra quando nos direcionamos para o Norte)
  • Controlar equipamento através do reconhecimento dos nossos gestos Implante NorthStar. 


Pergunte-se: “Era capaz de implantar um chip no seu corpo ?

Efetivamente na sondagem, que realizei na minha rede social, a quantidade dos que responderam sim são sensivelmente o dobro das que responderam que não. E são bem menos os que responderam que estão indecisos. Não sendo um estudo científico, evidencia que no pequeno universo dos que responderam há uma abertura para os implantes. ( Votação ainda aberta.)

Aplicabilidade prática

Os super-poderes descritos da forma acima sem relacionar com situações práticas não convence.
Mas explorando um pouco a aplicabilidade concreta de ter um chip programável implantado no nosso corpo, podendo ter um ou mais sensores, realizar reconhecimento de gestos e comunicar com equipamento externo é imensa e abre as portas para um mundo totalmente novo.

A aplicabilidade prática estende-se por áreas como Segurança pessoal, Segurança no trabalho, Saúde, Desporto, Justiça, Forças militares e muitas outras.

A título de exemplo, imagine que era diabético.
Com um chip teria a medição contínua dos seus níveis de açúcar no sangue e já não teria de ser picado n vezes por dia.

Pergunte-se novamente, como diabético: 
-“Era capaz de implantar um chip no seu corpo ?"

- "Simmmm ! Por favor ! Onde está o hacker mais próximo." 
- foi o que pensou provavelmente.

Pensem bem
Isto torna-nos….PROGRAMÁVEIS.
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