Qual a lógica?

Albuquerque não se tira da África do Sul, tal como Cafôfo não se tira de Londres, são factos. Todos associam estas viagens às eleições quando ambos parecem "queimados" por umas sondagens que lhes dão valores baixos de aceitação popular. Se atendermos ao grau de desilusão e alheamento do povo com a política, consubstanciada em abstenção e as opiniões obtidas a ferros pelas sondagens e ainda verificarmos a sua aceitação percentual dos que responderam na consulta das sondagens, temos uma catástrofe de credibilidade e popularidade. Isto não é o que parece. Esta coisa de apresentar uma percentagem dos que responderam tem muito que se diga, a abstenção ou alheamento é silêncio, é ausência, não está materializada, nunca se vê. Se algum dia quiséssemos visualizar a disparidade dos números era representar as pessoas por pinos de tráfego já que elas voltariam a não comparecer para a experiência.

Nem Albuquerque governa bem a Madeira nem Cafôfo o Funchal mas têm ambições, talvez desmedidas para as suas pernas. Estará a Madeira entregue a este desfecho de "menos válidos" que dito em espanhol significa ... entravados? O maior defeito de ambos é não ouvir bons conselhos, fruto da fixação dos seus convencimentos que depois resultam na percentagem de aceitação. A partir daqui, e com menos de duas dezenas de votos a segurar uma maioria absoluta, referência das últimas Regionais de 2015 ... partimos para a loucura eleitoral que tal como os eventos na Madeira, estão cada vez mais estendidos em vazio de balbúrdia.

Os dois candidatos estão a afirmar, sem abrir a boca, que essa grandiosa Madeira, do mais, maior e melhor do mundo na hora da verdade é pequenina e que até precisa da Diáspora para fazer volume, com certeza nos votos. Mas, e não será que o fazem por não convencerem os madeirenses? Ou será mesmo pela quantidade de madeirenses que podem ter influência nas eleições e que foram mandados embora da sua terra pelas políticas de dívida e descrédito?

Neste meu escrito, com duas partes, vou fixar-me nesta oportunidade em Albuquerque.

Sempre escrevo "sem tabus", Albuquerque parece-me o encarregado de festas do Free State e arrisca-se a ter como seu maior sucesso no mandato a Festa da Flor na África do Sul. Não tem mal nenhum porque por esse mundo fora o que não falta são presidentes de câmara com muito mais população, orçamento e desafios do que a Madeira, os títulos pouco importam. Importa o trabalho, alguns nem tempo têm para o seu mandato, outros até auxiliam no estrangeiro.

Cada um deve ficar onde se sente bem, se Albuquerque obtém mais sucesso na África do Sul seria de equacionar ficar por lá. Se ainda tivesse governado alguma coisa, com base em todas as palavras fortes, "tangas", que proferiu na campanha eleitoral de 2015, seria tolerável mas, o senhor só enfiou o pé na meia do Pai Natal que segundo a publicidade da TV deixa meia parte aos carenciados. Tínhamos de ter neste Funchal um anunciante de meias, meias, meias, é meias ... canivetes, corta unhas, ... que até poderia ser de novo candidato.

Os emigrantes madeirenses na África do Sul merecem todo o respeito e dedicação, o que não merece respeito e nenhuma dedicação é este teatrinho interesseiro do Presidente do Governo Regional que leva para a África do Sul a solução IPSS, basicamente a fórmula que torna grupos de controle como elegíveis a subsídios, aos milhares e até milhões. Novas sedes, nesta multiplicação do mesmo para tornar gente importante com orçamento mas sem utilidade ou vocação mas que mantém os madeirenses, sobretudo os madeirenses, em pobreza crescente. A caridade assemelha-se a cooperativas, os dirigentes recebem bem e logo, os produtores esperam e desesperam. Disfuncional, abusivo, tachismo.

Para que fique claro, nós madeirenses pagamos ordenado ao senhor Albuquerque para governar a Madeira e não o Free State e ainda levar os trunfos da Madeira em comitiva que, pelo menos pratica o dolo do tempo, que dizem valer dinheiro, e que não beneficia a Madeira. Digam a verdade, o interesse não é em qualquer tipo de saudosismo madeirense mas no controlo dos votos, por enquanto, esperemos não ter outras surpresas. A África do Sul fica ali mesmo, para quem tem dinheiro, como o Governo Regional, pode levar uma caravana a qualquer hora, quem não tem fica em casa sem ferry ou "cimenta-se" com as tarifas exorbitantes da TAP na melhor fórmula do mundo que paga à cabeça e isso dá trunfo aos ricos. Tem governado para ricos, porque entende mais as suas necessidades, fisicamente perto mas ... longe do coração dos pobres, remediados ou classe média.

Em terra pobre, empobrecida por sucessivos Governos Regionais que não se importam com as contas públicas agora mostra-se o que se sabe fazer na África do Sul até rejubilam pela quantidade de flores que por lá há, por cá têm muito cuidado para não afirmar que muita vem da Holanda. Fomos informados de que os chineses abriram o olhos e, qualquer dia, teremos um negócio da China ... os chineses com ainda mais dinheiro, gente e produção fazem uma mega festa da flor com uma viagem a metade do preço que o pacote "Madeira" e nós, ficamos eternamente agradecidos a este Presidente do Governo que usa os dinheiros públicos para tratar da sua vidinha politica, estabelecer contactos, fazer o seu jogo e enganar incautos. Nesse dia veremos a singularidade da Madeira absorvida pelos que são realmente maiores e divulgam massivamente a sua festa da Flor porque são muitos mais.

Que lógica tem isto? Qual a benesse alcançada por Albuquerque nas suas constantes viagens à África do Sul para a Madeira? Duas certezas, aos emigrantes de lá, acabada a festa, que se pode dizer circo, não fica nada e aos madeirenses ficam as contas para pagar.

Se aplicássemos a fórmula "South Africa" de Albuquerque à realidade internacional daria um Trump orgulhoso com o seu arsenal nuclear a ir a Pyongyang ensinar Kim Yong-Un como ter mais sucesso nos seus mísseis? Já agora porque não entrega Albuquerque os seus trunfos a Cafôfo? O horóscopo chinês avisa, 2019 vai dar no porco e ele espera sentado.

Logical Song - Supertramp:
...
Há momentos em que todo o mundo dorme
As perguntas são profundas
Para um homem tão simples
Não quer, por favor, me dizer o que aprendemos?
Eu sei que soa a absurdo
Mas por favor diga-me quem sou.
Digo, observe o que você diz ou será chamado de radical
Liberal, oh fanático, criminoso.
Você não vai inscrever o seu nome, gostaria de o sentir aceitável
Respeitável, oh prestável, um vegetal!
Oh, aceite isso, sim.
...

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