Presumir em vez de ler, consumir sem aproveitar.



Os humanos deveriam ser classificados quanto à sua eficiência energética, o que consomem a mais para produzir de menos, sem falar nos desperdícios. Não os quero tornar autómatos mas impor umas regras de "aproveitamento". Então as máquinas é que são classificadas e nós, principais abusadores do planta só dizemos que temos de mudar de comportamentos? É preciso classificar. O Donald Trump anda num G, não acham? E o nosso Governo Regional?

Se tempo é dinheiro, quanto tempo inútil consumimos de forma estúpida que significa deitar dinheiro fora? Só avaliamos bens e electrodomésticos, etc, e esquecemos dos comportamentos que desperdiçam quando o planeta já não aguenta?

O nosso processador anda necessitado de reforma, é tipo um octacore em que 6 deles é para babuseiradas. Consumir informação também pode gerar desperdício, de tempo ou de falta de actualização e manutenção do "equipamento" ... nós. É verdade que somos bombardeados com imensa informação e que isso cria autodefesas porque é impossível ler tudo. Por vezes lemos as "garrafais" porque ficamos aborrecidos com a publicidade que não só no salta e interrompe, como ainda nos manda aguardar para desaparecer. Há aquelas que se apresentam no recheio do texto e, as vezes, por "coincidência", até nos enganam como fazendo parte do tema do texto. Basicamente é um tempo que não apetece a ninguém mas outros levam o dinheiro por esse tempo ... olha, agora que ia ler faltou a bateria. 

Também é verdade que há grande falta de hábitos de leitura, existe uma cultura de pular pelas cristas das ondas, como abusador de presença nos momentos chave, isso no comércio é fatal. Apesar da eficiência, por ser oportunista, este consumo de energia volta a não ter interesse a ninguém. E o comércio? Parece que a abertura de lojas é um motivo de entretenimento que logo farta e fica às moscas como mais um entre iguais, logo que outro abra. Vá lá que apoios às Startups enriquecem os fazedores da economia artificial que contenta todos e fecha daí a um ano. Se calhar não estou certo e desperdício de tempo e dinheiro é afinal fonte de riqueza apesar de nenhuma utilidade com muita eficiência. Isto está a baralhar conceitos e ideias.

Esta cultura de não aprofundar nada também contribui para o estado actual das massas, classificadas por G que, sem cultivar a sua cinzenta, fazem uma maioria que condiciona os pensantes dos outros para se defenderem do insucesso, tal como um rebanho enfurecido que leva qualquer bicho a acompanhar ou a fugir sem contrariar a besta. Gastamos energia a fugir e não a produzir por uma casta dominante de predadores das riquezas e oportunidades, todos arriscam, eles não, só facturam. Deve ser por isso a luta por um tachinho, eficiência G com resultados A+++

A insustentabilidade da moda, do descartável, das pessoas e dos textos fazem-nos ignorar experiências válidas enquanto regras experimentadas, só para entrar na curiosidade da novidade e nos experimentalismos de quem chega, apaga o passado e se julga a nova razão sem respeito. Só isso explica como temos uma história tão rica de ensinamentos para não voltar a cair nos mesmos erros e ... caímos!

Com tanta informação, afinal somos uns burros que presumimos em vez de ler e reter ... aprender. Não é só o plástico que temos de banir do modo de vida. Não é só consumir menos energia que é eficiência energética, é o justo balanço de tirar mais proveito do que "desaproveito".

Predadores da novidade que cria ineficiência, as redes sociais são um exemplo, depois de despender energias a programar e a ter seguidores, em poucos meses afinal o que está a "dar" é outro. Há desperdício porque não bebemos à história nem usufruímos o que construímos, não há degustação, somos insatisfeitos crónicos que perigam as relações humanas, a sociedade e a capacidade do planeta em nos aturar.

Os humanos devem encontrar o seu ponto de equilíbrio, a sua energia renovável sem estar sempre no usa e deita fora com quase tudo e com quase todos. Até poderia ser mensagem de Natal ... estão mais giras com eficiência energética. Renovamos votos todos os anos, aos aniversários, aos desejos de bom ano, feliz Páscoa e Natal, bom Carnaval ... a dieta que começa a 1 de Janeiro mas, caímos sempre no mesmo. Nós somos a medida das coisas e nós temos que mudar.
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