A sociedade precisa de clister




Nos meios da Governação do Partido Social Democrata o povo é tido por "tonto", por isso fazem besteira sem fim no seu convencimento. É algo comprovável. Na comunicação social, seja ela impressa, online ou TVs, vemos trivialidades e baixarias. Não é mais do que a adaptação ao povo que existe para se manterem "rentáveis" ou vistas. Muitas vezes nos queixamos de canais com horas e horas de lixo. Quando temos uma insónia e ligamos a TV vemos que os melhores programas passam de madrugada, isto na perspectiva de um ser minimamente ligado ao mundo e com desejo de Gnose. Significa que a TV prova que as boas pessoas foram relegadas para segundo plano e parece que já não contam. A estupidez tem o dinheiro, o poder e domina as massas.

A nossa elite é perversa e abusadora dos poderes, torna-se péssimo exemplo na formação da sociedade depois de cada unidade (cada vez mais) se formar sem exigência e observando que no chico-espertismo está o sucesso. Esta fórmula é copiada vezes sem conta e caracteriza uma sociedade vazia que vive dos expedientes. Se o que a sustenta falhar a revolta será imediata porque estão muito mal acostumados. Portanto, a fórmula de sucesso usada sobretudo por políticos é a sua condenação assim que falhem os malabarismos do parecer mas não ser. Se temos uma sociedade que empobrece para meia dúzia enriquecer e paralelamente a isto desconta cada vez mais impostos que não têm retorno na saúde e na educação, pelo menos, o caldo vai entornar.

Estamos no fim de 2018 e o Orçamento da Região é debatido na ALR, muitos só descobriram isso porque um deputado exibiu o que Deus lhe deu para contrapor a situação do deputado "foragido" com a bebedeira com a polícia aos tiros. Do Orçamento da Região ninguém quer saber para além dos títulos dos jornais, dos fait-divers dos deputados sim e as redes sociais estão profusas numa condenação por outros sem carácter e valores. É tudo um oportunismo superficial do sucesso rápido que, daí por instantes, precisa de outro para se manter na crista da onda. E assim andamos.

Quem circula na estrada pode comprovar que tipo de sociedade estamos a construir, por um lado passa na escola sem qualquer exigência, ganha um título, fica vaidoso e quando tem poder não o sabe exercer sem espezinhar os outros. Na via rápida temos gente que não faz pisca; que retoma a sua faixa numa ultrapassagem perigando os que deixam atrás porque cortam rente; temos alta velocidade sem respeito pelas faixas, usam as duas, é pão nosso de cada dia; a colagem ao carro da frente com instintos de rally quando o trânsito não está com fluidez é norma (quem vai atrás tem sempre razão e é o melhor); em suma, a via rápida é a clara sensação e prova da esperteza que desrespeita o outro ser humano. Para mim a via rápida é o espelho da sociedade que culmina com o pai a fazer um manguito e o filho pequeno a corroborar com ambos errados em absolutamente tudo. É já a presença do instinto de gangue no sei da família. Ninguém diz tem cuidado, não estás certo, pede desculpa. Orgulho e insolência, o sucesso é em frente mas, aí se alguém lhes fizer o mesmo, aí sabem a cartilha toda. Cinismo.

Nesta altura de Natal e de muitos festejos, poucos ligam ao nascimento ou ao "renascimento", é outra a festa e não a "renovação" que todos os anos ocorre para nos fazer lembrar do essencial. Da maneira como vejo a sociedade e a natureza das notícias que ocorrem, dava-lhe a extrema-unção. Perdemos os valores da vida e do respeito e, com os exemplos que vamos tendo, o sucesso onde só importa ter dinheiro na algibeira para se exibir com boa vida está a matar o ser humano a cada dia. O problema é que há fortes indícios, péssimos, de como anda a RAM. A sociedade não lhe dá importância nem lê com profundidade para actuar em tempo útil. Será surpreendida por seu desleixo, comodismo e futilidade, depois não há livro de reclamações, só receber as consequências e a crucificação.
Há assentos que devem estar reservados a gente decente para que sirvam de exemplo!

Nota: isto não é política, uma evidência de onde chegamos 40 anos depois.
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