A Madeira clama por coletes amarelos

Alguém fotografou esta mensagem a bordo do Nieuw Statendam no Funchal ?
Envie ao Governo Regional para reflectir como se trata os eleitores.
Deixei passar 2 dias para tudo comprovar. O Nieuw Statendam aportou anteontem o Funchal enquanto último porto antes da sua chegada a Fort Lauderdale onde será baptizado por Oprah Winfrey. Para muitos foi mais um navio com a curiosidade de ser novo, acabadinho de sair dos estaleiros. Para quem tem responsabilidades deveria estar mais bem informado sobre tudo o que passa. Como sempre, a Madeira é importante com um Povo Superior e o resto orbita em sua volta ... nada mais errado. Estamos cada vez mais isolados por insistência em lobbies e incompetência.

Notícia de hoje no DN
A bordo, seguia um naipe de individualidades capazes de fazer render notícias durante uma semana. Iam destacados membros do mundo empresarial, senador, políticos, pretendentes ao cargo de presidente dos Estados Unidos, Jet7 europeu e americano, entre outros que, sendo convidados para o baptismo do navio, decidiram ir no próprio até Fort Lauderdale, Estados Unidos. Assim descrito, parece algo somenos, por não ter nome próprio ou por não entusiasmar os locais, não divulgarei nomes para obter razão. Não é por aí que quero ir.

Os Estados Unidos é um grande mercado (consumidor), que já leva duas visitas do Presidente do Governo Regional no desejo de activar o turismo americano para a Madeira, via Lisboa ou Ponta Delgada. O insucesso deve-se à falta de abertura da região à concorrência, uma corajosa política de transportes e de uma correcta abordagem do mar enquanto plataforma de negócios. Hoje não falarei de portos e de ferry mas contam, e os problemas adensam-se.

Um exemplo, a cadeia de hotéis Hilton vai abrir uma unidade em Lagoa – São Miguel. Governantes inteligentes gerem oportunidades e, para pescar algumas, têm de usar sinergias. Atingir um objectivo final em dois ou três tempos. Preparar terreno. Se queres americanos familiariza-te ... É evidente que se usarmos parceiros com o mesmo interesse num destino a nossa divulgação vai ser maior e, em parte, gratuita pelas sinergias. A Hilton dirá por todo mundo que tem uma unidade nos Açores e vai incentivar os seus fidelizados a lá irem. A Madeira no que aposta? Que a Secretária do Turismo gaste o dinheiro possível, sem estratégia, para promover a ilha em benefício de protegidos. Cedendo-lhes até lugares públicos que deveriam estar vedados a esse tipo de exploração? Tudo se vê, a atitude tem um código genético.

Penso que neste momento, os mais distraídos estão a perceber, por analogia, o que perdemos com o Nieuw Statendam. O que vou escrever vale incomparavelmente mais, em divulgação e a custo zero, do que as viagens do senhor Presidente do Governo aos Estados Unidos e ao Canadá

A comunicação social e sites americanos e canadianos (os dois funcionam bem juntos) estão ávidos por informação, não só da temática da indústria dos cruzeiros mas também da socialite para encherem todo tipo de "divulgadores" de novidades. Por cá ninguém liga a isso, é um "cantinho do céu" onde protegidos produzem desastre, tendo por maior valia no CV o cartão partidário. Há tempos escrevi o “isolamento”, o presente texto descreve mais uma forma de isolamento.



Isolamento é, num quadro destes, não convidar a comunicação social regional, os spotters (sérios), os opinion makers e os que têm os contactos para viabilizar a nossa mensagem no mundo, misturando o que valorizam no momento com um pouco do nosso destino. Operadores de câmara, de vídeo ou fotográfica, devem ser especialmente inteligentes para juntar o útil ao agradável e orientados para um objectivo.

Televisões, revistas, jornais, sites, blogues e até o passa palavra deveriam estar na mira, provocando acções singulares que chamassem a atenção provocando participação. Na Madeira sonega-se para ninguém saber. A RTP-M, por ter um notável aficionado da causa não conseguiu fugir aos seus instintos e compilou o que havia na internet para dar uma notícia, Luís Filipe Jardim. Ninguém dos que importam passaram do casco exterior para o interior, a estupidez é total na Madeira. Nesta Região há muitos ignóbeis a sanear as oportunidades dos outros em vez de se preocuparem em fazer bem o seu trabalho, desejam que a Madeira seja um covil sem comparação para poderem reinar. Egoísmo, ego, maldade e ignorância.

A Travel Weekly publicou anteontem, desde a Madeira (dia da escala do Nieuw Statendam), a reportagem com Presidente da Companhia realizada num porto espanhol, o dia de viagem foi fantástico para preparar e enviar desde a Madeira. Divulgou-se um porto espanhol na Madeira.



Porque sucede isto? Parece que dá estatuto e não é um trabalho. Parece que é uma oportunidade de se visitar e não de promover. Na Madeira os lugares ocupam-se por cunha, sem vocação, pelo dinheiro que o cargo dá ao fim do mês. Na Madeira não há auto-análise, ou seja, mesmo tendo o poder de escolher o seu tacho, não ligam ao facto de terem ou não capacidade ou vocação. Sentem-se libertos de prestar provas, sobretudo nos cargos de governo ou empresas públicas.

Revista Food & Beverage desde Málaga
A política protege a incompetência e despreza a experiência (na indústria dos cruzeiros conta imenso). Na Madeira os cargos são para serem ocupados por gente inerte, dócil, passiva, colaborativa e não por gente que defenda o interesse público, capaz de se demitir quando a política presta vassalagem a lobismo terrorista. A Madeira (os poucos que contam, DDT) julga-se tão grande que se basta a si mesmo com o seu Jet7, o suficiente para cobrir as páginas da comunicação social local para que o povão endeuse com as escolhas que há, algumas desqualificadas de categoria e que afectam a imagem de todos os madeirenses. E hoje temos mais um, deputado exemplo do que são os madeirenses ... já a nível nacional. Assim se condena um povo por contágio do que se vê.

Temos falta de visão global na "tribo" e de uma ideia de dimensão da Madeira no mundo. De pessoas de valor e valores capazes de iluminar melhor as pretensões turísticas da Madeira.

As pessoas da APRAM, de clubes de entusiastas, de agenciamento e até de representação, vêem tudo sob o ponto de vista do umbigo por estarem habituadas a este RAM-RAM, não fazem ideia do que destroem ou não aproveitam por estupidez. Não são postos à prova por desafios, ficam-se pelo agradável convívio que lhes satisfaz o ego com uma fotografia que atesta a presença.

Revista Taste de World desde Cartagena
O que vi? Os órgãos de comunicação social já nem são convidados para cobrir a primeira escala, dos spotters nem se fala ... agora dedicam-se aos aviões, os blogues mataram-nos quase todos porque as pessoas perderam a pachorra de aturar tanto imbecil no Porto do Funchal. Do oficial ninguém vê nada por falta de credibilidade.

Não me digam que não era nem foi possível, perdeu-se a noção de que os navios e as companhias estão interessadas em se promover e não dar guarida a um conjunto de patos bravos que se exibem ... valendo, aqui sim! ZERO! ... para o interesse da região.

Temos gente que vai a todas as apresentações mas não faz um cruzeiro, que estão na área e não dominam as designações apropriadas (nos navios não há portas e janelas) e temos aqueles que não tendo uma vida prendada para concretizar sonhos são excelentes divulgadores, com paixão e vocação.
Não se atrevam a usar as duas palavras que resolvem tudo, inveja ou ressabiamento, o que se vê de fora é uma tristeza colossal. Estupidez! ... e os melhores na matéria não precisam dos convites, é a Madeira que precisa deles!
Representantes no país, na região, a APRAM ... FALHARAM! As visitas não são para ganhar o bibelot ou a cresta para a colecção, o almoço, ou coleccionar fotografias inúteis,. as visitas devem ter um objectivo usando a inteligência. 

Exemplo de uma marca que usa a história.
O que faz a APRAM?
Temos um porto que alberga tudo o que não importa, temos promoção sabotada por vaidosos com poder, temos todos os assuntos que importam à Madeira e aos madeirenses como tabu, o monopólio acarinha-se, as condições de trabalho não se discutem, os estivadores são uns malvados, os abusos permanentes, o custo de fretes mirabolantes, a desgraça dos cais inúteis ou condicionados sempre a onerar por falhas ou rendas, a APRAM não diz uma palavra sobre isto, absolutamente nada e era “doa a quem doer”, uma promessa eleitoral!

A APRAM como quer explorar a história dos outros se nem sequer zela pela história do porto do Funchal (nem promove a concretização da história nos nossos dias)? Enquanto isso, sem promessa eleitoral, o Presidente do Governo anda a fazer Festas da Flor na África do Sul. Estarei eu louco num sanatório e vivo num mundo à parte? Belisquem-me!

O Dr. Jardim diz que já estão todos a regressar ao PSD-M que ... brincou com todos os seus militantes e também os empobreceu com as aventuras financeiras da região. Como que para dar ares de que isto está a melhorar. Para manter esta enorme deriva governamental? Quando forem avaliar negativa e pejorativamente os outros era bom olhar para dentro de casa. Escolheram incompetentes, os sem-valores, vivem uma situação que certifica, na Região e no PSD Madeira o que são.

Há dois tipos de pessoas na Madeira, as que se preocupam com a Madeira e as que fingem uma preocupação com a Madeira e a Autonomia atacando os infiéis externos para manter a Máfia no Bom Sentido. Quem acompanha com a tenção percebe que a Madeira já não se safa da tempestade perfeita. Há política a mais.
Precisamos de Gnose, conhecimento, e não desta “máfia” reinante que espeta em qualquer lugar um traste tachista que mata tudo, tendo por função ser complacente com a máfia, num péssimo sentido. Precisamos de outro rumo para todos e não para meia dúzia de inchados. A Madeira é incompetente porque a cada momento de decisão vê-se atrofiada a alimentar os bandos de lobistas que tomaram conta da governação e, mesmo que reste alguma liberdade, as escolhas não têm bases para os lugares que ocupam. Não sabem detectar desafios, quanto mais resolver e inovar.



Os Governantes desta terra, de topo, da APRAM, da Associação de Promoção da Madeira são incompetentes porque se enchem de gente inútil, não estão em pose das bases para liderar quando até sem dinheiro se fazem grandes acções de âmbito mundial.

Neste caso não sabem a história da Holland America Line e o que simboliza para os americanos e o Novo Mundo para os europeus, o papel da companhia no seio do Grupo Carnival, a projecção que tudo isto (novo navio, mass media e sociedade americana, indústria de cruzeiros) tem. Para eles só com dinheiro se promove. A Madeira confrontou-se com 145 anos de história que sabe qual o seu foco perante 600 anos perdidos no tempo, por ora, sem rumo e com nova trupe de idiotas como comissão organizadora!
Nada do que se passou a bordo do Nieuw Statendam resultou em proveito para a Madeira, nenhuma comunicação social madeirense convidada. Uma vergonha só possível com a estupidez crónica que vaga pela região.
Perdoem-me a qualidade da imagem. Está nos bastidores do teatro do Nieuw Amsterdam.
Outra mensagem para o nosso GR. Se calhar desfocada terá melhor leitura ...

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