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Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma, Joseph Pulitzer
Talvez por falta de estilo, falta de sensatez, preguiça, desinteresse, é comum a comunicação social madeirense, jornais, revistas, rádios e RTP-M, transcreverem noticias, inquéritos, da DREM, do GR, das associações dependentes do regime, como a ASSICOM ou a ACIF, da central de (des)informação do GR, dos lobbies do regime, dos monopólios do regime, das empresas do regime, da Universidade do regime,….. Parece que escrever algo próprio é difícil e puxar pelas "celulazinhas cinzentas" é pior. O melhor é mesmo copiar, transcrever. 

George Orwell dizia que jornalismo “é publicar aquilo que alguém não quer que se publique, porque o resto é publicidade”. E esta frase pode ser aplicada à maioria da "pseudo-informação" publicada, vista, noticiada na Madeira, exactamente porque muito é publicidade.

A liberdade de expressão, de opinião, é um dos princípios básicos de todos os povos e países evoluídos. Recentemente um jornalista do Huffington Post, questionou Donald Trump sobre o porquê de tantas mentiras em conferência de imprensa e foi pelo Washington Post que Nixon foi derrubado no caso Watergate.  O 4º poder, como todos lhe chamam, é a imprensa, os media, nestes tempos novos reinventados, para estarem presentes (nunca ausentes ) nas novas plataformas digitais.

A sentinela da democracia, como também muitos lhe chamam, parece estar morta na Madeira, salvo raríssimas excepções, onde entram blogues disfuncionais ( porque funcional é ser do/para o regime ) que marcam diferença, como é o caso da Gnose, Correio da Madeira, ….Eles pensam diferente, escrevem diferente, vêm diferente e não têm medos de expressar uma opinião fundamentada em factos e pesquisa. Seja contra o regime, obviamente porque este faz demasiadas tropelias, seja a favor ( menos vezes ), seja contra a oposição, ou a favor. 

Noticias que estações televisivas nacionais e alguns jornais recebem dinheiro para manter equipas jornalísticas na Madeira, ou que existe uma central de (des)informação a fazer lobby ( e o dinheiro também é sempre um grande lobby) , são frequentes e numa olhadela nelas, é constante a informação SELECTIVA, para o regime. Não falam nos desacatos cometidos pelos “mini-boys” do regime em Porto Santo, por "putos" que são  "filhos de algo", mas podem passar uma peça sobre turismo, dizendo que está MELHOR !!!! ( isto quando a queda turística é a maior do país ). Esta desinformação serve apenas ao regime e tem os mesmos fins de como a propaganda de Goebbels foi usada por Hitler. Por causa disso, os "pseudo-jornalistas" devem ser responsabilizados. Não saneados, mas chamados à atenção.

Todos pensamos que ao ler-se informação, ao ouvir-se informação, ao ver-se informação, os princípios da objectividade, da imparcialidade, da verdade, da precisão, da relevância e claro da utilidade pública, essenciais para o bom jornalismo, seriam seguidos. [COMO (how)], QUANDO (when), ONDE (where), QUEM (who) e PORQUÊ (why) – os 4W, que me ensinaram num curso de jornalismo, muitos e muitos anos atrás, estava na AAC na incipiente rádio e ensinados em qualquer escola de jornalismo que se preze. Falta a ética, que faz muita falta nestes jornalistas e fica a confidencialidade..
A única profissão para a qual nenhum tipo de treino é necessário é a de idiota, Joseph Pulitzer
Demasiadas vezes, esta regra e aqueles princípios não são observados na Madeira. E o facto de o regime durar quase 50 anos, não pode ser a única explicação. Não acredito que todos os jornalistas sejam pagos para “publicitar” o regime (alguns são ), nem que nada saibam da realidade madeirense. A única explicação que me ocorre para a maioria deles, é falta de coragem, cobardia. Conformismo. Facilitismo. Será que o código internacional de ética jornalística, CIEJ, é respeitado na Madeira ?

Nos últimos tempos, mais notícias TRANSCRITAS sobre a economia da Região apareceram assinadas por (“não”) jornalistas.

1) “Mais empresas na RAM foram criadas em Julho do que as que desapareceram”. Exactamente numa altura em que a inação económica atingiu o seu máximo. Ou serão empresas “virtuais” ? O jornalista diz que foram “empresas estrangeiras”. COMO ? Dados fornecidos pela DREM. Vão criar postos de trabalho agora ou num futuro próximo ?

2) “Empresas com sede na Madeira, prevêem criar 3189  nos próximos 2 anos”. Uma notícia vinda de IINQUE com dados fornecidos pela DRE. Isto num inquérito feito pré-Covid19, portanto não ajustados à realidade actual.

3) “Exportações da Madeira são superiores às importações. Mais um dado fornecido pela DREM que o jornalista transcreve sem pudor. Afinal a Madeira “exporta” mais e por isso deve ser a única região do mundo onde tal acontece. E o que exporta ?

4) Deputado do psd-M, diz que a região norte não foi atingida pela crise. Mais outra informação dada pelo regime. E outra que o jornalista não questiona. Ou será que a região norte da Madeira é diferente de todo o mundo ? São Vicente, Santana, Porto Moniz, … estão na mesma ? pré e pós Covid ? Onde está a coragem do jornalista a perguntar a este deputado pateta, como o colega dele nos USA fez a Trump. "Sr. deputado, porque mente tanto ?"
Se você acha que a instrução é cara, experimente a ignorância, Benjamin Franklin
Na Wikipédia vem lá isto. A RAM é a segunda região mais rica de Portugal, com um PIB per capita de 103%”. A verdade do regime, desmentida por todos e pela realidade. Uma verdade dita pela central de (des)informação do regime e transcrita por muitos jornalistas nesta terra, sem pudor algum.

Muito jornalista na RAM, não percebeu ainda que um jornalismo livre, é essencial para o progresso desta região. Como dizia Victor Hugo, “ a imprensa é a imensa e sagrada locomotiva do progresso” e reafirmado por Pulitzer, “as nações prosperam ou decaem simultaneamente com a imprensa”.

Desta forma, porque é que em vez de assinar, muitos jornalistas/jornais/rádios/RTP-M, não colocam “PATROCINADO POR ….” na peça? Seria mais honesto e também mais verdadeiro. E assim verificar-se-ia, que jornalistas, informação fidedigna, salvo as noticias “paroquiais”, são muito poucas na RAM. Demasiado e há demasiado tempo.

PATROCINADO POR ... ( pensar diferente )

The Beach Boys, Royal Philharmonic Orchestra - Wouldn't It Be Nice

(sabe sempre bem no Verão, junto a água )
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