Visionários de Poder


Hoje perfazemos 75 anos depois da libertação do Campo de Concentração de Auschwitz, é muito importante não esquecer os ensinamentos que o Holocausto nos deu. Tudo começa pela falta de esperança que se entrega a um louco, cegamente, e pelos seus seguidores mais interessados em enriquecer, roubando, custe o que custar no "quero, mando e posso". Durante os anos da guerra, os vizinhos de vários campos de concentração, viviam alegremente ignorando o que se passava a paredes meias, mesmo quando chovia uma abundante cinza dos crematórios. Fartos de saber o que se passava, foram coniventes e condescendentes com a situação, como que impotentes para a enormidade da desumanidade mas a proteger o seu canto. Por omissão, foram condescendentes e a história tratará de lhes dar um nome, se Nazis por conveniência ou convicção, se oportunistas da situação ou fracos do momento. O certo é que hoje é dia de memória dos horrores do nacional-socialismo, uma ideologia que pretendia tornar a Alemanha grande de novo, depois da derrota na Primeira Grande Guerra e do ostracismo consequente. A nova Alemanha de então, enveredava por métodos maquiavélicos orientada por loucos com poder.

Façamos um paralelismo ...

Visionários de Poder são aqueles que, por força dos seus cargos, obrigam os seus partidos e a Região a irem por caminhos errantes, em partidos e governo acéfalos, sem qualquer massa crítica que use o argumento válido ou a realidade factual, para corrigir e chamar à razão os líderes porque todos comungam da mesma premissa de projectos pessoais na democracia, por satisfação de necessidades básicas ou gula, em lugar com a nobre missão de servir bem todos.

O nacional-socialismo só foi possível porque os seguidores foram-se somando por necessidade. Arrepia pensar que o mesmo modelo e cenário acontece na Madeira, sem a violência Nazi mas com muita injustiça, ameaças e assédios morais.

Há muita informação que não é de domínio público que transformaria o pensamento das pessoas, na generalidade, sobre a situação actual da Madeira, sobretudo destes políticos, fruto de agendas pessoais coadjuvadas por empresas de comunicação. Cabe aos madeirenses estarem atentos e não colaborantes, para que estas tais agências de dourar a pílula não branqueiem os actores políticos.

Os paralelismos podem ser mortais.


O PSD Madeira apostou mal no futuro do PSD nacional, deu a cara por um candidato na perspectiva de influenciar, de que sempre consegue manobrar as coisas a seu favor. Enganou-se e talvez tenha aprendido que o partido deve dar sempre liberdade de voto aos militantes e manter-se solidário com o líder nacional em vez de mandar SMS's ou ter um comportamento condenável em toda a participação.

Uma coisa é ter poder na mão e exercer influência para o agachar das cabeças sem mais remédio (Região). Outra é a batalha em plano aberto sem manipular o adversário com bufos ou com aqueles que desistem para que a candidatura que se pretenda vitoriosa ganhe por falta de comparência dos adversários. A situação das internas do PSD nacional expõe a fragilidade no regional, não ganha sem manipulação, e mostra que vamos numa sucessão de erros que só não têm consequência porque o poder abafa (na região).

Apesar de tudo, as falhas contam, podemos estar na fase de projecto deste "avião político" e constroem-se peças como se quer com os engenheiros mais baratos da praça mas, no futuro, o avião não voará. O projecto será deitado fora, perder-se-á uma década e aí saberemos porque andamos sempre atrasados em relação à Europa, de novo sem melhoria das condições de vida de todos ... só de alguns.

Compincha de poder, o CDS Madeira também perfila pelos mesmos rumos, a carne é fraca, vende-se e os que compram destinam a bel-prazer, muito mais em sua conta do que no futuro do partido e da região. O descrédito já era total pelo percurso político e pelo tachismo exacerbado mas, agora junta-se a capacidade "visionária" de escolher mal e fazer os madeirenses perguntarem como escolhem naquilo que não se sabe.

Outro fenómeno ocorre no PSD Madeira, é uma repetição. Em primeiro lugar, há muita gente incapaz para os lugares que ocupam, lá chegam por profundo favor de concurso e de orgânica. São agradecidos e passam a seguidores de fidelidade canina, ameaçam qual cão a quem se chegue ao pé do dono. Há muito militante do PSD Madeira a zelar pelo que é seu, conquistado sem mérito e que cumprem exactamente as premissas dos seguidores de Hitler. Cegam e seguem tanto que depois não podem sair da sua própria armadilha, sem mais remédio, seguem até ao fim do "Reich". Sejamos justos, eles sabem que estão no mau caminho mas vão continuar a usufruir porque, sem a redoma artificial, são uma perfeita nulidade e mais ninguém olharia por eles. É assim a cegueira premeditada.

Por outro lado, os líderes do PSD Madeira gostam, naturalmente, deste tipo de seguidores e usam-nos para concretizar "crimes". Estes, conotados e entalados, não têm mais remédio do que cumprir as ordens de forma apreensiva. Enquanto há poder, isto é de uma impunidade transcendente, viciante até, tudo corre bem mas o "crime" fica registado para memória futura. Quando acabar o poder, contará na Justiça quem colocou a assinatura e quem liderava sectorialmente, os líderes proteccionistas desaparecerão com a melhor fatia de benesses, quase sempre imaculados.

Hoje, já sabemos que há consequências dos sucessivos erros do PSD Madeira nas internas nacionais do partido, com os seus eleitos na Assembleia da República, depois da marca de chapelada, fotocópia de boletins de voto e desvio das quotas nacionais a serem processados. Ainda aqui vamos, não há impérios eternos ou mal que sempre dure. Nem que seja por falta de jeito os modelos esgotam-se ...

O que é impressionante, nos nossos dias, é que líderes sem carisma consigam, pela necessidade ou gula, convencer tantos seguidores, ao ponto de condicionar a saudável evolução da nossa sociedade.
Há muito egoísmo, egocentrismo e falsidade, a par do completo desprezo pelo próximo, pelo mérito e pelo colectivo.

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