Um GR a leste



A iniciativa privada x iniciativa particular e o estado "socialista" da Madeira.
A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias, Winston Churchill
Nos últimos tempos na Região, muito se tem falado de iniciativa privada e os recursos que retira à área pública. Seja na Saúde, na Educação, na área Social, ……. até mesmo nas Artes. Os exemplos são bastos e são conhecidos de todos.

O problema é que, infelizmente na Madeira, confunde-se iniciativa privada com iniciativa particular perpétua. Eu explico. Existe iniciativa privada se num espaço económico, nas nossas casas por exemplo, possamos ter alternativas na aquisição de bens: comprar semelhas, alfaces, brinquedos,…. um bilhete de avião, barco, ……
Ora na Madeira não existe nada disto. Porque pura e simplesmente a iniciativa privada não existe. Nem nos supermercados. Vejam porque o GR não permite outros, que não os já instalados. Um LIDL ? Um Três Mosqueteiros ?.... Houve tempos que era só Sà´s e viu-se o que aconteceu aos Sá´s, quando apareceram os Pingo Doces, Continentes... ( No Sá instalado em tempos no Campo Pequeno, Lisboa, uma Coral ou uma Brisa era mais barata que na Madeira !!!!!! ) 

O que existe é um conjunto de interesses particulares, que com o guarda chuva do GR, monopolizam a maior parte da vida económica da Região. Confundem-se interesses particulares com iniciativa privada. Faz-me lembrar a antiga União Soviética. Um imenso monopólio estatal.

Seja no turismo, construção civil, saúde, transportes, ou outros, não existe actividade que não esteja monopolizada por interesses particulares que sucessivos desgovernos regionais permitiram. De tal forma, que não se sabe na Região, onde o privado e publico se separam. E quando existem monopólios, não existe iniciativa privada. Antes pelo contrário. Quando existem monopólios e os governos o permitem, consequências funestas acontecem: a ausência de qualidade nos produtos e serviços prestados, menor inovação, nivelamento por baixo das qualidades profissionais e humanas das pessoas, promoção de “yes man”;  criação de ineficiências, baixa produção, desresponsabilização, péssima utilização de recursos técnicos e humanos, ausência de ética, aumento exponencial da pobreza, do compadrio, da inércia e da corrupção.  

Este é o tipo "estado" que temos á mais de 40 anos na Região. Um "estado" corrupto, que se desfaz á nossa vista. Um "estado" que permite particulares monopolizarem a vida económica da Região. Um "estado" ....sem estado.
Quando se dissipa o património com loucuras, procura-se restaurá-lo com culpas, Tácito
Um exemplo, temos uma empresa AFA, que controla a construção civil e obras públicas na Madeira.  Controla tanto, que se permite determinar preços, determinar prazos e confundir-se com o GR, onde tem um (ex)empregado, por acaso vice do mesmo e que recentemente num artigo de opinião, até fez a apologia da politica do betão…. admitindo a existência de fome. Falo na AFA, poderia falar no Pestana, nos Sousas ...

Estes sucessivos desgovernos regionais, fizeram e aplicaram na Madeira, politicas "socialistas" que apenas se viam nos antigos países de Leste. Uma espécie de emprego para todos; saúde para todos; educação para todos. E que o ultimo, feche a porta. Já sabemos como aquilo acabou no Leste. E na Madeira, como acaba ? Mal, claro. Com dívida e sem recursos. 

Os sucessivos GR´s nunca prestaram atenção ao rigor, á transparência de processos e sobretudo nunca fizeram contas ou souberam dizer quem pagaria esta "desbunda". Fizeram crer ao Madeirense que esta festa era grátis. Que as dividas seriam pagas por outros. Mas, como se veio provar, de graça, apenas as ocasionais espetadas das inaugurações fúteis. O dinheiro tinha que existir e no início veio em pacotes industriais da União Europeia e utilizado sem rigor, numa sucessão de politicas e iniciativas falhadas do GR e pelos monopolistas que o GR deixou usar. Depois.....sobraram as dívidas admitidas ( cerca de 6 000 000 000 € ) e as ocultas ( cerca de mais 4 500 000 000 € ).

Emprego para todos: sim existiu, enquanto se utilizou o dinheiro dos outros. Depois... apenas para os do partido. Todos vimos nestes anos todos, imensos funcionários públicos. Em excesso. Sobretudo de dirigentes, chefias, directores, assessores, consultores, agentes….. que nada fazem. Não têm mérito, Têm o cartão do partido. Apenas se atrapalham. Obediência exige-se. A passarem por serviços, ao sabor da corrente, ocupando funções de que nada percebiam, passando para outras de que nada percebem. Asneirando. Mas mantendo o voto no partido. E quantos mais dependentes, mais votos. Ora, vejam se isto não é parecido com a antiga União Soviética. E as empresas estatais monopolistas, que na Madeira pertencem aos particulares do regime.Bem haja camarada Jardim, Viva o camarada Albuquerque. Viva a revolução socialista Madeirense. Somos superiores, gostamos do "socialismo perpétuo monopolista".

Educação para todos: claro, um forrobodó de inaugurações de escolas desnecessárias, entre outros. Apenas, porque sim. Abastardamento da classe de professores, com incorporação de pedagogos que nada têm de mostrar, apenas o cartão ou o conhecimento de um amigo do partido. Iniciativas educacionais á Estado Novo, Coreia do Norte e criação de uma história Madeirense própria. Onde os heróis do antigamente, foram substituídos pelos maus exemplos de hoje. Que aparentemente resultou, até se começarem a ver os resultados. Maus, muitíssimos maus a nível nacional. Onde a excepção é posta de lado e leva com 6 meses de suspensão, por exemplo. Criou-se uma Universidade? Claro, foi interessante. Mas ela serve essencialmente para quem está na Região, ou é escolhida pelos que não têm hipótese de entrar noutras do Continente. Aquilo é um recurso, não são cursos. E sim, sem projecção internacional, excepto a projecção internacional local ( uns anos atrás e quando fui convidado para ali lecionar, pediram-me a modos, que não fosse demasiado ...rigoroso).

Saúde para todos: os resultados estão à vista. Aliás, não estão á vista, estão escondidos pelas sucessivas ligações entre “privados” e o público, estando apenas á vista a insatisfação da maioria dos utentes da Região. Porque claro, se o dinheiro vai para os particulares, não existe para o público. Como a Região é pequena, em recursos técnicos ( humanos e materiais ) não existe uma verdadeira separação. Porque o público trabalha no particular e o particular, que também é sócio, trabalha no público. Claro a ganharem num e noutro lado, com o beneplácito destes desgovernos e o desleixo dos supostos "gestores".

A vida económica da Madeira foi criada pelo PSD-M assentando essencialmente em quatros pontos. Que foram todos fracassos económicos.
1) na betonização económica. Que criou riqueza efémera temporária.
2) no turismo. Que utiliza mão de obra barata e dumping de preços, para se terem hotéis com taxas de ocupação mínimas
3) na criação de um paraíso fiscal para empresas, onde o GR vai buscar as suas comissões pelos serviços prestados, na ajuda á fuga "legal" de impostos e no esconde-esconde de ilegalidades fiscais e outras. ( se pudessem, a Madeira seria transformada numa espécie de Caraíbas fiscais ). Mas lá está, os cálculos falharam, a Madeira pertence ao espaço económico europeu e tem regras. Daí ter o GR criado recentemente um novo inimigo: a comissão europeia e o "bêbado" da Europa, Junckers.
4) numa porta circulatória para a navegação. Foram criadas “n” marinas. Mas infelizmente, ninguém reparou na posição geográfica da Madeira. Muito ao Norte, para quem vai para as Áfricas  e Américas do Sul ( concorrência, Canárias ), muito a sul para quem quererá ir para as Américas ( concorrência Açores ). O resultado, que pode ser outro, é um fiasco, aproveitado pelos particulares do regime. O que interessa foi o betão, não é, Pedro Calado. 

Nunca os sucessivos desgovernos regionais e já agora os “empresários” da região, tentaram criar e exportar conhecimento e serviços. Porque, lá está, não existe tecido empresarial, apenas “conforto” empresarial. Existem grupos da Região a instalarem-se no continente e outros locais. Mas atenção, fazem-no, não porque são melhores, apenas porque apresentam preços inferiores. Adulteram as regras básicas da iniciativa privada. Podem apresentar preços muito concorrenciais, porque sabem que o que perdem, é compensado com o que ganham na Madeira. Pior, utilizam fundos comunitários para fazerem essa “internacionalização”. Até para construírem os seus palácios ( Valleys que o digam ). Estes “empresários”, nunca utilizaram o seu dinheiro, para fazer um projecto privado e se o usaram, a primeira coisa que fazem, quando lhes "cai" mais um bónus regional, é tirar o seu. Não são empresários, são sim chicos-espertos. Patos bravos. No mundo real, não tinham hipóteses. Na Madeira têm. E é isto a classe dita "empresarial" da Região.
A economia é extremamente útil como forma de emprego para os economistas, John Galbraith
Não é difícil fazer um barco de passageiros, com dinheiros comunitários ( 85% ) e dinheiros “privados” públicos regionais, conforto nos bancos, ….  e acrescente-se com um acordo de betão, que onera apenas uma parte. Os contribuintes. Tal como não é difícil ganhar-se consecutivas obras públicas. Os preços destas, mesmo com a “deflação” dos últimos 3 anos, são comparativamente ao que se faz de igual no continente, cerca de 30% em média, acima de valores de mercado.

É claro que um futuro poder regional, vai ter que trabalhar muito para desfazer estes monopólios. Este desajustamento do mercado. Porque se assim não fôr, estes monopolistas, vão restringir as suas acções, iniciativas, condicioná-los e ao investimento público que possam fazer. Terão de criar uma verdadeira classe de empresários e deixar a livre iniciativa fazer o seu trabalho naturalmente. Para os ajudar e potenciar a Região.

Também, a reforma do “estado” regional será necessária. Tirar gente do público, sobretudo chefias, assessores, directores, ….. por forma a ter-se uma administração pública mais eficiente, transparente e  mais honesta. Sem cartões, mas com mérito.

Depois disto, apenas uma conclusão: o PSD-M, criou com os seus sucessivos desgovernos um  “estado” marxista. Não capitalista, nem capitalista selvagem. Um estado monopolista total, onde público e “particulares” estão juntos e gerem juntos a coisa pública. Em finais do século XX e princípios do século XXI ... é obra.

As personagens

Tomásia Alves
Não consigo perceber esta “gestora/administradora”. Com este regime proto-marxista ou leninista, só alguém com este calibre para ocupar cargos de responsabilidade. Em tudo que toca só faz ….asneira. Ou então, vê-se o esterco depois de ela sair. A senhora só trabalha e mal, com os dinheiros dos outros. Aqui, na Madeira, pode dizer ás 9h30 que Rafael Macedo teve 2 faltas injustificadas, 24h depois dizer que teve 4 ( sendo que numa delas estava a depor na tal comissão de treta !!!!!) e será por isso, por abandono de funções, objecto de processo disciplinar. Dias depois a depôr já se desmente. Também só aqui na Madeira, é que se permite substituir-se a médicos nas suas decisões, entrar em contradição com uma sua directora clinica, não potenciar os recursos que gere e sobretudo nada gerir. Em empresas a sério, nem para porteira serviria, aqui serve-se e deixa servir muitos, daquilo que gere. Vejam, o que disse na comissão da treta sobre a Medicina Nuclear "Havia alguns equipamentos que nunca tinha funcionado e por isso foram retirados do financiamento". Mais à frente na audição, volta o debate em torno desta questão, atirou Tomásia Alves: "Um tapete de esforço é utilizado num exame de cardiologia. Se não tem a equipa correcta para realizar os exames, para quê utilizá-los?" DN-M, 4/04/2019
É isto uma administradora. Poli, diga-se. Porque administra tudo, de tachos e panelas  á Saúde. Admite que deixou comprar equipamentos, mas não criou condições para estes serem utilizados. E admite-o publicamente porque sabe que o chefe não a vai despedir. Despende dinheiro duas vezes: para ter uma sala de exposições de equipamentos no Hospital e depois para entregar a “privados” aquilo que não quer fazer no público com os equipamentos que possui. Ser despedida ? Claro que não. É apenas mais um exemplo da banalidade da incompetência criada e aconchegada por estes (des)governos do PSD-M

Amilcar Gonçalves, o gatinho
Actualmente, na era das inibições perdidas, parece que nenhum pormenor(maior ) da vida é demasiado trivial ou humilhante para ser partilhado. Nestes tempos, é melhor viver sonoramente, do que com dignidade. Se Descartes fosse vivo, diria: twwitto logo existo.
Este personagem, é um exemplo do que digo em cima. Não se vê, ao partido que serve e ao seus chefe e mini-chefe, do governo a que pertence, ao espelho. Não tem vergonha de no jornal do regime, JM, 6 Abril em “os Politicos e os gatinhos no facebook”, escrever o que escreveu. Porque, tudo o que não defende e abomina, que reporta no seu artigo é...... praticado pelos seus.Tim-tim por tim-tim. Sem tirar nem pôr. Ora digam lá se não é poeta, um fofinho. 
Se comprares aquilo de que não careces, não tardarás a vender o que te é necessário, Benjamin Franklin
Já agora Excelência, faça um favor a todos. Pare com os procedimentos para o concurso para o novo hospital e deixe que seja o futuro executivo a ficar com esse ónus. Ou será que o vencedor precisa de ser encontrado e atribuído antes dos senhores irem para o "olho da rua" ? Que me diz a isto “queriducho ?”

A mulher do xor Xecretário da Xaúde. Pela sua Saúde .....
Impressionante. Deixei passar este tempo todo, sem fazer referência à Madame Doutora de córnea. Usar uma colega de Coimbra de curriculum profissional impressionável para se auto promover ( e ao Secretário da Saúde ) é descaramento. A Xenhora Doutora, pode-me dizer quantas vezes faz os ditos cujos transplantes córneos sozinha e por ano ? E a colega que vem do continente, só dá uma mãozinha ? Secretaria as "operaçõezitas" ? Apenas ? E vem cá secretariar por desportivismo ? Para passar o fim de semana ?  Ou vem aprender com a Sra Dra. "mais que tudo", do Sr Secretário ? Está a fazer o tirocínio consigo aqui na Região ? E recebe algum ? Ou vai agora receber, porque a saúde está ao rubro ?
Compreende-se assim que o deputado Marques-boy  não se importe se as pessoas são ou não pagas, tenham ou não salários em atraso. Afinam todos pelo mesmo diapasão.
Mas minha xenhora Doutora, fica mal não pagar e ainda por cima colocar-se em bicos de pés á custa de outros. permitir-se a ter o desplante de fazer-se passar como chefa, quando ainda está aprender. É mau, muito mau. Vê-se que na Madeira, a ética médica deixa muito a desejar. Tal mulher, tal secretário ou vice-versa. Mas uma certeza, na Saúde desta região só de graça para alguns e com muita graça para todos. Tenha dó, não se exponha porque só lhe fica mal. Até é simpática e deixe o marido arcar com as suas (des)responsabilidades.
Um pedante é um estúpido adulterado pelo estudo, Miguel Unamuno
João Paulo Marques e o autocarro vermelho
Já não existem palavras para este boy. Já sabíamos que o PSD-M quer uma cidade para crianças no Funchal. E que a ALRM de certeza, vai abrir uma creche para crianças. No seu artigo no DN-M, Autocarro Vermelho remata dizendo "Desconfie de quem só quer falar nos problemas, mas não tem tempo para explicar as soluções. Especialmente, na área da saúde”.
Este rapaz deputado é tão mau, mas mesmo tão mau, para os seus, que admite problemas na saúde, que ele e os seus juram a pés juntos, que não existem. É bipolar. Depois…. pede soluções, que ele e os seus não ouvem, nem dão tempo para serem explicadas. Porque só o que vem daquelas cabeças deformadas é que vale.
O pior depois,  é que aquilo que escreve não é seu. Não tem a sua assinatura. Porque, o que escreveu neste artigo, nada tem a ver com o tipo de intervenções que faz publicamente (ALRM, RTP-M, …. ) Estas têm a sua assinatura digital, pelo tipo e conteúdo, mas este artigo foge em absoluto à sua prática corrente. Uma admissão de verdade e uma mentira num artigo. Ainda o vamos ver este boy a chefiar o Hospital dos Pequeninos. naturalmente ....

Dilectus
São só 3 500 € mês por doente. È obra. Isto para uma empresa que gere uma Residência-Assistida, que tem a Assicom como autora e concessora do espaço. Mais uma vez as perguntas do costume: Que experiência é que esta empresa possui em Cuidados Continuados ? Que profissionais possui, capacitados para este serviço ? Que saiba e pelo que fui informado nada tem. Porque administrar uma Residência-assistida é totalmente diferente de administrar uma Unidade de Cuidados Continuados ( falo por experiência própria). 
Lá está, começam aqui as dúvidas. E nada como vasculhar um pouco. Ouvir um pouco. É verdade que esta empresa não paga a renda á Assicom ? É  verdade que tem o espaço maioritariamente sem utentes ? e que estes são familiares de pessoas de empresas associadas da Assicom, que ao abrigo do protocolo feito possuem preços especiais ? e que mesmo assim não pagam ? Ou pagam pouco ?
O que vos posso dizer é que 3500 € mensais por pessoa é muito acima ( 45% ) ao que o estado português paga em CC´s, nomeadamente paliativos ou saúde mental. Nem falemos na longa duração ( 70% ).

Portanto, este negócio é para pagar a dívida da Dilectus á Assicom ou para pagar as mordomias dos familiares do regime Assicom? Outra Quadrantes ? Ou será mesmo para pagar à Assicom, uma construção, que já tinha sido financiada e apoiada pelo GR ?

Deixemo-nos de tristezas. Já agora, para quem nos dá baile, uma valsa. Fiquem bem. Ahhh, já só faltam 5 meses e 15 dias. Depois .... RUA. tic-tac, tic-tac


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