Editorial: empenhados no interesse colectivo









conhecimento (Gnose) só se alcança com a contribuição de todos e já Einstein dizia que a mesma experiência produz o mesmo resultado, um belo alerta para a existência da pluralidade na Democracia porque, caso contrário, deixa de o ser.

Alguns comentários no Facebook sobre a Gnose concebem-na como anti-poder, quando apenas quer transmitir conhecimento para que as pessoas decidam em liberdade na sua vida pessoal e na Democracia. Esclarecendo sem pruridos, credos, ideologias, etc, o conhecimento é ciência e não estados de humor, sentimentos ou emoções.

É evidente que este discernimento é ofuscado por um ambiente totalmente politizado que não concebe discussão sem intenção a esse nível, a atmosfera é crispada, fragmentada e de represálias tácitas. Sabemos em que contexto estamos mas refutamos participar. Considerem a Gnose como uma forma de alcançar um denominador comum que nada se revê na nossa realidade social e política. Queremos mais, melhor e diferente. Produzir novas experiências.

As verdades mudam conforme avança o conhecimento ou amadurecem as ideias, poderá haver algum texto totalmente descabido (por ser antes do tempo) mas que no futuro se revelará como conteúdo de valor de alguém bem informado. Alguém que junta pontas, A por B, 2 +2, qual modelo meteorológico que antevê o estado do tempo que se vive até a política.

A Gnose quando aborda política, um tema dos imensos, tem por intenção focar-se nas evidências, não na gincana política que envergonha e isola os madeirenses. A estatura política de parlamentares, governantes e autarcas deveria ser outro mas é evidente que o madeirense escolhe do que se apresenta a votos e aqui entra a pergunta do porquê tanta abstenção. A política não corresponde aos anseios dos eleitores. Se a opinião da Gnose promove influência política, positiva ou negativa, o melhor será averiguar as razões que levam a isso tal como o deveriam fazer com a abstenção. A Gnose não é partido político, é de cidadãos livres que emitem opinião. Cidadania Activa que emite opinião quando a larga maioria prefere o silêncio por medo, a condescendência, o comodismo e cumplicidade ou afastamento.

No tema política, um em imensos mas que tanta efervescência traz, o objectivo da Gnose é conter, sem pruridos, a opinião de todos, da extrema esquerda à extrema direita enquanto válvula de escape para não atingirmos os extremismos e os radicalismos ... que já se notam.

Não é democracia sonegar a opinião de quem quer que seja. A democracia existe para se escolher os melhores e neste momento estamos na sua crise promovida, por um lado, pelos partidos que tradicionalmente estão no poder a governar para lobbies, privados e de ora em vez a praticar uma caridadezinha, quanto baste, para contentar o eleitorado. E se isto é verdade, não é menos verdade que do outro lado existe uma mão cheia de nada. A cada campanha eleitoral confirmamos que não há ideias mas sim instintos de abater de forma gratuita e obter poder.

A Gnose não é de ondas nem parcelar, assim seria igual aos outros e, sinceramente, só não é mais variada porque o madeirense tem muitos egos e não sabe competir, alguns não participam se outros estiverem, não se entende como querem debate sem contraditório. Serão alguns ditadores com a sua verdade? Do que diferem dos outros? Não se percebe sobre o quê vão falar se não existir oponente com outras ideias. Seria o marasmo.

Parece que o momento, por ser de forte contestação a uma força política, torna a Gnose aos olhos de alguns, como sendo mais um espaço do contra. A Gnose não é contra, é livre e de todo e de muito contraditório que explora as ideias e a inovação.

Depreciar a Gnose, gratuitamente, enquanto espaço livre de opinião só existe por desejo de usá-la como veículo para atingir objectivos pessoais quando nos devemos cingir à verdade num futuro para todos. De hoje para amanhã, os instintos repetem-se com "outras moscas" no mesmo sistema e atitudes. Parece que o mesmo modelo desde que seja a favor de alguns já passa a ser óptimo.

Muitos dos que agora não concordam com a imparcialidade, se perderem a razão escondem-se e renovam a opinião. A Gnose não tem esse problema, é um espaço aberto, um eixo. Estaremos, por ventura, a tomar conhecimento sobre a enfermidade da democracia e também do sucesso dos medíocres? Se "comemos" o que nos dão e não exigimos melhor é o nosso futuro colectivo que está em causa. Não tenham dúvidas que os ardilosos estarão à espreita para se aproveitarem das fraquezas e, se há situação que desejam, é de fracos a fazer a corte porque a exigência é uma maçada ... a par da obscuridade de muitos objectivos pessoais ou compromissos.

Se desejam ser respeitados, respeitem. Se desejam ser considerados, destaquem-se. Se desejam credibilidade, sejam coerentes e permanentes. Vençam o debate, a democracia não é de monólogos. Se discordam, apresentem argumentos. Essa é a natureza da Gnose e não de qualquer outra quando não concordam. E, nunca esquecer Einstein, mesmo mudando os cientistas, a mesma experiência produz o mesmo resultado.
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