O jornalista, a indignação (parte II)





Os que querem parecer sábios entre os tolos, acabam por parecer tolos entre os sábios. Quintiliano
Na entrevista que o Dr. Miguel Albuquerque deu à RTP Madeira, que foi tema do meu artigo de 17 de Janeiro  ultimo (https://www.gnose.eu/2019/01/o-jornalist5a-indignacao.htmlo jornalista poderia ter questionado Miguel Albuquerque em mais alguns pontos. Mas como jornalista fretado, não o fez. Às questões que pus sobre o porquê deste frete 1) se fez de propósito; 2) se o mandaram fazer assim; 3) se teve medo de ser renovado, isto é despedido, posto na prateleira….; 4) se é preguiçoso e não se preparou para a entrevista; 5) ou se já se esqueceu de ser jornalista, acrescento mais uma outra: O Sr. Jornalista pertence ou tem cartão do PSD-M ? é que sabe, os dislates a que não deu importância foram muito maus, demasiados maus friso.

No meu artigo anterior, foquei-me essencialmente no ponto sobre a Saúde na RAM, realidade que o jornalista e o Dr. Miguel Albuquerque desconhecem, ou têm como virtual, dado  o que um disse e outro nada contrapôs.  Fiz menção, num pequeno aparte de outros pontos, nomeadamente o descaramento de MA a acusar a República de aumentar a sua divida pública e a ignorância !!!! do jornalista que não contrapôs ou chamou á atenção, recordando MA,  que  a actual divida da Região e uma outra totalmente assumida pelo Governo da Republica, quando Eng.º António Guterres era primeiro ministro e o Dr. Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional, estavam lá incluídas. Desfaçatez com ignorância se paga ou ignorância com sem vergonhice, se pagam.


Ora bem, existem mais alguns outros pontos que o jornalista deixou escapar !!!:

1) O jornalista e quando o Dr. Miguel Albuquerque falava na excelência dos serviços públicos de saúde da Região, revelando alguns de excelência internacional, não questiona onde é que esses estão e se posicionam. Pelo menos poderia haver testemunhas deste facto. Mas o mais certo é que o estado mental psicótico de um e outro, seja mau.

2) O jornalista não questiona a afirmação de MA, quando este fala na excelência e competência das equipas de saúde. Se é um facto que EXISTEM profissionais que tentam fazer tudo o que é humanamente possível para melhorar as condições dos utentes, outros existem em que a má educação, a falta de brio, a ausência física, o encolher de ombros ás solicitações, o negativismo, o querer e poder prevalecem, fazendo uma ida ao hospital ou a um centro de saúde uma aventura. Ou a miragem de atendimentos em centros de saúde e hospital abertos 24h, exceto quando os profissionais se ausentam para ir almoçar, jantar, lanchar no restaurante, em casa, ou quando têm de passar pela clinica onde também trabalham, para ver um caso, tratar de uma ferida..... Ahhh e são pagos por estarem 24h disponíveis fisicamente no trabalho.

3) O jornalista não questiona quando MA “revoltado, tipo agarrem-me senão …… “ e já a pensar a 3\4 anos de distância, médio prazo, coisa que nunca fez no Governo que preside,  diz que o madeirense não pode ser levado ou ir para o novel aeroporto do Montijo apanhar o avião ( tem que ser em Lisboa !!!!! ). Aqui o Jornalista  quando MA ufanamente diz ter conseguido o ferry para o continente, não questiona MA sobre geografia, é que despejar madeirenses do ferry em Portimão, fica bem mais longe de Lisboa que o Montijo ( cerca de 2h30 de viagem, 35 € de portagens e mais uns 40€ de combustível ).

4) Quando MA diz também e de peito inchado, que o avião cargueiro foi conseguido por ele numa operação que custa á Madeira 9 milhões, o jornalista não o questiona porque é que essas mercadorias, cujo transporte é pago pelo GR aparentemente, não estão mais baratas nas lojas. Aliás o jornalista, nem sequer questiona porque é que os jornais ainda têm preços na Madeira distintos dos do Continente.  È que essa diferença de preços, reflecte o custo de transporte. Ora se o transporte é pago pelo Governo ???? Ou será mesmo uma falta de verdade descarada.

5) Voltando à saúde e novo hospital, cujo valor de construção relembro é superior em 100 milhões de euros ao do novo hospital central do Alentejo também a ser construído, o jornalista não pergunta MA se a gestão desta nova unidade será feita por gestores novos ou pelos mesmos que durante décadas delapidaram, não souberam gerir, destroçaram, criaram más atitudes e a desconfiança na população que o tem de usar e levando a ter profissionais de saúde desincentivados  e desmoralizados, por estarem num local de trabalho, sem “rei nem roque”, que parece uma “choldra” e chefiados por oportunistas que têm como principal “mérito” terem o cartão do PSD-M, terem andado na jota ou serem vistos e abusarem do Chão da Lagoa.

6) O Jornalista não pergunta se MA vai continuar a manter o discurso “do a culpa não é nossa, mas do continente” ,  que “na Madeira quem manda somos nós” , embora se possa questionar a que “nós” se refere ("onós" do povo ou de alguns poucos do povo que ele pensa chefiar, como se viu neste recente congresso)

7) O jornalista não questiona MA o porquê de passar os dossiers do GR sobre a Madeira para o seu vice, ficando ele e como orgulhosamente referiu com Porto Santo. Falta de conhecimento ? Reconhecimento que não consegue chefiar a Madeira ? Que não tem mão no Governo ? Não vejo António Costa a colocar Centeno, Santos Silva .... a centrarem-se no país e ele, Costa a entreter-se com a junta de freguesia de Belém.

Posto isto, acuso o jornalista de falta de profissionalismo; acuso o jornalista de ignorância; acuso o jornalista de ter estado a fazer frete; acuso o jornalista de falta de brio e coragem; enfim acuso o jornalista de não ser um profissional sério. Que a próxima entrevista, que faça, nos deixe melhor marca, que me faça dar-lhe os parabéns, seja ela a quem for e que não envergonhe uma classe, apesar de sabermos que na RAM, como no País, essa classe, tudo abriga, o refugo incluído.
As pessoas são ridículas apenas quando querem parecer ou ser o que não são. Geacomo Leopardi

Share on Google Plus

0 comentários:

Publicar um comentário

Pedimos que seja educado e responsável no seu comentário. Está sujeito a moderação.