Huuuum 2019




Anda no ar um certo ar de "malícia" nos desejos de 2019, parece que as pessoas vaticinam sabendo à partida que serão elas próprias a fazer a diferença. Que as suas pretensões sejam ponderadas.

2018, retirados os salpicos dos bons momentos, seguiu a regra da deterioração dos sistemas políticos, a situação regional não foge à regra, cada vez mais abusadores do poder provocam no eleitorado a procura de alternativas. A política, os políticos e os governantes estão desacreditados e o povo quase só deseja uma pessoa decente que pegue nisto. Ainda assim, por cá acreditam que somos sempre diferentes e singulares, que tudo é "controlável" quando o eleitorado é como a natureza, imprevisível. Os partidos com pretensões governativas estão minados por gente fraca, rasca, com muita "fome" pensando mais em si do que ter desígnios para a Madeira com políticas para todos.

As pessoas, eleitores, contribuintes, cidadãos de bem exercendo cidadania, sentem uma crispação crescente, disfarçam mas estão fartas de serem abusadas pelo poder político e financeiro, por lobbies com jogadas de bastidores, pela concentração do poder económico a interferir nas decisões políticas e eleitorais. Os cidadãos estão saturados de duas justiças, uma que se entretém com ninharias mas condena, outra que perante colossos da prevaricação e do crime se arquivam por força do poder do dinheiro, do desaparecimento de documentos ou ainda porque o juiz faz vista grossa. Esta impunidade é péssima e associa-se à vontade de revolucionar através da democracia.

Estamos numa acentuada crise de valores por culpa daqueles que deveriam ser exemplo. O povo segue as pisadas para não ser o parvo, para não ficar para trás "condenado" a ser decente sem justiça nem reconhecimento do seu mérito.

Não podemos continuar assim, que se encontrem soluções não populistas nem extremistas mas, que se condenem estes meandros dos diversos poderes que orbitam sempre pelos mesmos e que matam a harmonia na sociedade gerando muitos pobres e ínfimos ricos.

É nesta conjuntura que reside o valor da Gnose através dos seus autores, inovar e abordar sem medo para ajudar a escolher melhor no interesse de todos. A Gnose será em 2019 muito mais importante do que julgam, quem quiser escrever ... escreve, quem tiver medo ... cai, quem omitir apesar do sim ... encostará. O que não vai definitivamente acontecer é o aproveitamento de alguns para surgir quando lhes for conveniente, no calor das eleições.

Procedemos a algumas inscrições de autores até 31 de Dezembro, a partir de agora estão encerradas por tempo indeterminado, pendentes das datas dos 3 actos eleitorais no presente ano.
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