Limpezas de Natal


Ser cidadão decente é uma infelicidade mas,
 é o único caminho para um futuro sustentado.
A continuar assim, esta época é um desfile de cinismo.

Nas escolas já se ensaiam todo tipo excepções com as nuances psiquiátricas dos alunos porque assim junta-se o útil ao agradável, o profissional mostra a sua utilidade, o aluno consegue a excepção e o político mete mais areia na "desaprendizagem". O foro psiquiátrico anda a justificar má educação e vadiagem. Porque esses tais, quando têm que usar da esperteza para se safar ficam inteligentes. Hoje em dia todos têm direitos pela mais ínfima mania, deficiência ou opção porque se aceita a diferença. E porque se tornam indiferentes com os normais? A educação tem que ser lúdica, facilitada, com o trabalho do lado do professor e um sucesso promovido pelas regras de avaliação dos políticos que viciam sempre os sucessos. Assim nasce o instinto da excepção.

Se tens uma empresa e cumpres com ordenados, as obrigações fiscais, és profissionalmente aplicado e justo nos preços, podes não ter sucesso porque apanhas os esquemas de poder que dão margens ou vantagens a políticos. Alguns, bem apoiados, fogem aos impostos com esquemas depois, só para chatear mais um bocadinho, lá vem um perdão fiscal que faz com que aquele que prevaricou e ganhou vantagem durante anos se ria de novo. Não sendo suficiente ainda há o Centro Internacional de Negócios ...

Se és condutor que cumpre com as regras e respeitas os outros lá tens tu que fazer uma condução defensiva devido aos erros de concepção das estradas, aos condutores laxistas que te cortam a via nas curvas, que não te fazem pisca, que te põe em risco na via rápida só terem o prazer de conduzir nas duas faixas, onde a velocidade impera porque sentem que a lei não actua e as câmaras de vigilância pouco valem.

Alguns ficam fulos com as seguradoras porque para casos iguais existem resultados diferentes, só porque num caso alguém tinha notoriedade e recebeu um jeito, era protegido, conhecia um polícia, usou dos furos na lei para omitir, mentir e levar o caso ao seu jeito. Alguns esticam a folha em vez de levar peça nova ... tanto por contar.

Os que levam a vida ordeira e com valores têm agora que aturar todo tipo de raciocínios que visam perdoar gente que falhou, nas escolas os melhores andam ao ritmo dos piores, na mesma sala tens uma disparidade de capacidades cognitivas e é já aí que a vida começa a inquinar para depois despejar na vida real toda uma sorte de gente mal formada, na maioria.


As excepções também têm exemplos por classes sociais. Nunca chega a hora da classe média, chega a dos ricos e a dos pobres, aos do meio nunca nada e pagam tudo, vivem infelizes a sofrer injustiças, vivem pior do que os outros que ganham dinheiro de forma ilícita ou com majorações, acção social, menos contribuições, tarifas especiais, ajudas  e pagamentos. A classe média paga tudo, para si, para rico e pobre, não é excepção e declara tudo.

Agora tu, o que não toma um copito para poder conduzir e que és gozado por isso pelos grupos de "sucesso". Tens de fazer parte do enredo da desculpa hipócrita e tens de aceitar pertencer ao grupo dos que "todos bebem" e conduzem bêbados para ilibar gente sem responsabilidade?

Se não te masturbas para a rede social passas a ter que dar o traseiro à perversidade de gente que, como em todos os lugares, baixa o nível, a exigência e a qualidade para os outros estarem na sua zona de conforto e ganharem no seu ambiente? Lá chega quem não ... o ponto de partida é que ninguém é sério ou com valores. Viva a generalização quando é para distribuir a culpa, para receber dinheiro nunca se viu tal coisa.

Quem assim age que não espere que a lei funcione quando até lhe dava jeito, um dia também sofrerá do jogo da injustiça quando for o elo fraco, ai deve ficar calado porque andou todo este tempo a beneficiar de tolerância, condescendência e protecção nas suas falhas por gente que ainda é decente.

Há muita falta de comparação mas sobretudo de respeito pela lei e a moralidade que noutros sítios há por crivo mais apertado. Por cá há muitos a contornar a lei e a moralidade, pode dar certo mas assim que mudam de país tudo se transforma. Fariam o que fazem aqui na Suiça, por exemplo?

Neste momento estão a receber compatriotas da Venezuela porque aquele país deu errado, toda gente prevaricou e de tanto adorar o caminho conseguiram colocar no poder um péssimo presidente. Se querem construir na Madeira também um caos estão no bom caminho, políticos sem categoria não faltam. Agora, atenção, quando der errado não emigrem, não fujam, vivam aqui o que construíram. O que vão fazer quando chegarem a um país decente para viver? Vão baixar a orelha e seguir as regras de sucesso deles ou vão querer impor a "bebedeira punheteira" desregrada? No contexto dos nossos dias, se acedem à primeira ideia são hipócritas, se acedem à segunda ... primeiro serão vistos como casca grossa, depois de inconvenientes, acabarão sob alçada da justiça porque há lugares onde a lei funciona e que coincide com os países de sucesso.

É com estes raciocínios que chegamos ao momento em que os políticos já de si sem valores se adaptam à podridão dominante, não são exemplo e ainda semeiam mais péssimos exemplos que nós hipocritamente temos de perdoar. Uma excelente forma de aumentar a emigração jovem, de destruir o contacto com a diáspora mas sobretudo gerar uma atitude de fuga que um dia faz tudo ruir. Quantos melhores não estão na assembleia porque os podres com seus artifícios venceram na excepção?

Tudo isto é semelhante á situação do PSD Madeira, prevaricou até mais não poder, destruiu vidas, arrumou todo tipo de interesseiros na sua estratégia e acabou por se desleixar dos madeirenses, o verdadeiro "core" da política neste cantinho que, vá lá saber-se porquê, é do céu!? Agora, depois de chamar toda gente de tonta, ressabiada, invejosa e perseguir faz um vídeo com aqueles que têm cara, idoneidade, respeito, moral e valores para serem a "bandeira" da podridão que vai a eleições. Depois de se guiarem a cada momento pelos valores, tendo como resultado a ostracização pelos maus líderes, lá estão os espertalhões a manobrar. Usam a cara dos outros para se elegerem.

Quantos incomparavelmente melhores na vida do PSD-M foram marginalizados, porque decidiram-se pelos valores, se vêem agora usados para ganhar eleições? Quantos mereciam ser deputados e vêem aquele grupo parlamentar abjecto do PSD actual? Quantos vêem o que foi a exigência do passado e a vergonha actual? E depois disto tudo ainda temos de perdoar todos os erros de casting? De todos os partidos? Perverso.

Começa a ser hora de gente decente tomar conta do rumo dos acontecimentos na Madeira. A história e os exemplos dos que já viveram o nosso estado de evolução existe para não cometermos os mesmos erros. Até a composição e qualidade dos festejos do 600 anos demonstram onde chegamos.

O madeirense não tem hábitos de leitura, depois de errar ainda presume tudo. Ainda existe lugar para gente normal? Pode-se perdoar mas não se condene sempre os melhores por omissão, excepção ou pela regra da matilha, somos uma sociedade ou um gangue? Há um prazer de perseguir virtuosos para descer ao nível onde todos possam jogar. alguns querem perdoar para evitar que os seus erros sejam expostos. Muitos evitam que a correcção faça ignição porque temem ficar envolvidos. O perigo anda muito próximo e a sua gestão é ter dois pesos e duas medidas.

Quando um bêbado chega a casa de carro, teve toda uma comunidade a fugir dos seus erros e  a garantir que ele, prevaricador, chegue são e salvo a casa. Nem todos os que conduzem sóbrios têm essa sorte e, por vezes, até apanham com um bêbado pela frente que lhes tira a vida. Um bêbado na estrada usufrui de excepções e transgride. Se ele for deputado, pessoa que faz e vota leis, é uma antítese, é por isso que devem dar o exemplo. Se ainda por cima é um foragido, transmitindo a ideia de querer fugir às responsabilidades, significa que quer estar à margem das leis que cria e vota. Um deus menor.

Quando um deputado se exibe pelas redes sociais a título privado não deixa de estar numa rede social e sujeito à maldade dos outros que acedem ao material. O que deve é ter juízo e não cometer o erro que provoca a ignição de tudo a jusante, esses que lhe podem trazer dissabores por muito tempo. Enquanto se satisfaz supostamente em segredo esquece as suas responsabilidades enquanto chefe de família, representante do povo, imagem de um partido e estraga a idoneidade de alguém que faz e vota leis. Os cargos não são título de excepção mas de responsabilidade e exemplo, caso se tenham esquecido nesta bebedeira de hipócritas.
Dizem por graçola que corrupto é o político que foi descoberto. Teve azar, poderia sê-lo e continuar respeitado, depende das pessoas que escolhe e que o expõem, por isso é que os eleitores não podem perdoar, a compactuar, daí para a frente tudo é possível e desculpável à luz de uma "jurisprudência" que faz uma nova regra, a excepção dos errantes.
Se é para irmos pelo interesse errante, retirem todas as acusações a José Manuel Coelho e devolvam o seu ordenado com retroactivos e juros. Soa a pueril as acusações que recaem sobre ele no combate político de descrédito à Casa da Democracia perante estes novos factos. Afinal, ele tão só teatralizou o que se passa na Assembleia Legislativa Regional mas, ao contrário dos que jogam sujo e às escondidas, ele denunciou de peito aberto.

Se a asneira é positiva já tenho ideias para o fim do ano.
Se os partidos são permanentes excepções nas suas contas, nos desvarios dos seus deputados, na sua retórica, o que dizer de outra excepção à lei que são as claques de futebol? O que sucedeu na Camacha vai ser menorizado e desculpado porque é do Benfica? E depois aparece o PAN quando matarmos uma barata? Há quanto tempo andam as claques à margem da lei?

Não será afinal a excepção a regra e a lei? Quando for um ser normal, sem interesses envolvidos, aí aplica-se a lei? Estão todos a esquecer de uma grande maioria que está farta de injustiça e que actua. É da sua essência sofrer calados mas votam.

Se está correcto e desculpável, vamos instituir o dia da masturbação na Junta de Freguesia ou o dia da bebedeira na estrada. é uma excepção, é só por um dia mas para todos! Aos anos que levamos a virar frangos desta maneira, com episódios cada vez mais singulares, todos nós madeirenses acabaremos com a imagem dos protagonistas, o estigma vai se generalizar, o piropo vai surgir e a alcunha pode ficar.
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