Educadamente embirrei

















Folheei, olhei, arrepiei. Travei a fundo com um huuum. Revelador, culto do eu em vez de serviço ao povo.

Embirrei, porque sim. Em duas páginas de publicidade paga, uma e quase meia para o culto, depois a cassete, um escrito que suporta o corte na escola pública sugerido pelo Tribunal de Contas que agora faz política. Um bom secretário cortaria uma das páginas porque a outra chega para um suicídio político.

Embirro, cortar na escola pública é fácil, dar soluções é que são elas. Se calhar a escola pública está a barafustar menos do que as privadas ou o futebol. Quem não chora não mama, ditado popular.

Se calhar as vozes dos burros das escolas é que não chegam aos céus, daqueles carregados de burocracia e desrespeito, descarregados de autoridade porque ajuda nas estatísticas de sucesso do insucesso.

Embirrei, sinto-lhe aflição, de impor a leitura certa que deve entrar na cabeça dos madeirenses. Os que vêem milhões para o futebol mas onde a escola tem que fechar em vez de melhorar. Porque será que o TC não tem políticas de poupança  para as escolas privadas e o futebol?

Parece que a pública é do ferreiro com espeto de pau, as outras são das elites e não se pode perder a cara, seria uma tristeza ser excomungado do Jet7. A pública merece atenção ... nos preparativos para saída airosa e onerosa caso 2019 seja de facto ano do Porco. Não embirrei, é o que anuncia o horóscopo  chinês. Até dizem que é o ano do Porco da Terra, não sabia que havia noutros mundos, talvez das elites. E não é que na Madeira se diz que "vai dar no porco".

Embirro. Sim porque o desporto é uma escola de virtudes quando praticado na escola como componente da formação. O desporto, como o futebol profissional, tem a virtude de premiar os profissionais estrangeiros onde raros madeirenses lá chegam. As escolas têm que fechar, embirro, mas os clubes profissionais e as escolas privadas viabilizar. Aí não aparece o TC e o dinheiro não é um bem escasso. Embirro, até porque já fiz a operação às cataratas na privada porque na pública só vemos cartazes e não serviço e, sem querer, tudo acaba na privada.

Agora as publicidades do Governo saem às duas páginas, a cores, parece necessidade de berrar quando já ninguém ouve. O povo embirrou.
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