RAM Falida. Os DDI são SD. Parte IV

Aquele que mais estima o ouro do que a virtude, há-de perder ambos, Confúcio
O Sr. António tinha um terreno ali para os lados de Sta. Rita. Uns 7/8 anos atrás , uns Eleutérios chegaram à fala com o Sr. António e propuseram-lhe comprar o seu terreno. Não era grande, como diziam, mas estavam a tentar arranjar “espaço” para fazer lá agricultura. O Sr. António não quis vender, mas estes Eleutérios levaram depois  consigo uma pessoa do Governo, da Agricultura, que lhe disse, que ele António ou produzia algo naqueles ermos ou o Governo ….. iria pedir satisfações. Ainda por cima, aquele homem do Governo, via-o muitas vezes o Sr. António na DRA(?) a tratar das papeladas para os subsídios. Em resumo, o Sr. António vendeu aos Eleutérios e estes venderam  a uma empresa de familiares do homem da Agricultura, sócios de familiares de um SEc. Regional. Estes,  que por sua vez venderam, viu o Sr. António no jornal, por quase 15 vezes mais ao GR e soube aí que ainda por cima era para o hospital.
Aos ricos, o favor da lei, aos pobres, o rigor da lei, anónimo
A Dna. Hermínia para entrar num lar da zona Oeste, foi-lhe pedido que fizesse um rol dos bens que possuía. Para além do valor mensal que tinha de pagar, este Lar propôs-lhe que “desse” / doasse alguns dos terrenos que tinha no Funchal, alguns em Sta Rita. Afinal ela é sozinha e não tinha herdeiros que se soubesse. Ela não quis, achava que se pagasse, aquilo não era preciso. E depois os terrenos .... até podiam ficar para o Lar ou para o afilhado. Mas, aquele Lar não tinha vaga para ela e pior , de um momento para o  outro, outro Lar da zona, também deixou de ter cama. Como precisava, ela cedeu. E o Lar também, diga-se. Ficou apenas com aquele terrenozito de Sta. Rita. Depois faziam contas, afinal ela podia sempre precisar de dinheiro, dizia o Lar. Em conclusão, foi-se o terreno, foi-se o dinheiro e os outros dois ( 2 ) terrenozitos que ficaram, foram para pagar futuras custas do Lar, talvez do funeral, talvez de medicação, talvez….. outras coisas mais. Em conclusão, o terreno da Dna Herminia está , onde vai ser erigido o novo hospital, o Lar ficou com um terreno e o dinheiro no banco e o outro terreno vendeu o Lar a um membro da Direção, porque precisava para juntar a outro para fazer casa.
Preocupado em morrer na opulência, arrasta-se sob uma vida de misérias, Malba Than
O Lobo Marinho II, custou muito dinheiro. Bastante mesmo. Tanto que o Grupo Sousa fala num valor em público, noutro valor em privado e existe aquele que foi “declarado” para os fundos comunitários. Também o GR não sabe quanto custou o Lobo Marinho II. Nem quanto lhe custa hoje. A única coisa que sabe, se é que sabe, é que tem um contrato “vitalício” com o Grupo Sousa, para subsidiar as viagens entre Funchal e Porto Santo. Mas fazendo as contas, do preço do bilhete da viagem, quase metade é subsidiada pelo GR. E se o Grupo Sousa, como admite nos relatórios que apresenta ( uns na Banca, outros anuais e públicos de fecho de contas ) tem uma mais valia bruta de cerca 58% no atual custo operacional do navio, o GR propicia ao Grupo Sousa, mais de 42% de mais valias naquela operação. Portanto, pode muito bem o Grupo Sousa baixar o preço do bilhete em cerca 42% e ainda ganha dinheiro ( cerca de 18% ). Não nos esqueçamos, que o Lobo Marinho custou ao Grupo Sousa ….ZERO ( 0 ). O navio foi construído via fundos comunitários, 82%, 10% sensivelmente oferecidos pelo GR e o resto pelo ……. GR, que subsidiou o Grupo Sousa em taxas, taxinhas, impostos, apoios á construção , cooperação ….formação.... De tal forma que o Grupo Sousa recebeu o Lobo Marinho de graça e mais uns “tustos” extra, cerca de 73 milhões de euros.  E paremos por aqui com o Grupo Sousa. Um RAMilionário.
A riqueza de uma nação mede-se pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes, Adam Smith
O grupo AFA era um grupelho em 1976 ( o Grupo Sousa era um pouquito maior ). Hoje é um grupo enorme, e não tem 5/6 anos foi considerado, vejam isto,  A MAIOR EMPRESA DE OBRAS PÚBLICAS DE PORTUGAL, apenas trabalhando e construindo na …..Madeira ( mais pequena que o concelho de Sintra ). É obra, muita obra.

Tive de pedir ajuda a amigos, mas nos últimos 17 anos, via JORAM e outros contratos celebrados com empresas do tecido empresarial do GR, como são por exemplo as sociedades de desenvolvimento, foram entregues cerca de 4 200 milhões de euros a empresas do Grupo AFA, 1 200 milhões a outras empresas ( dos Ramos por exemplo ) e mais cerca de 980 milhões de euros a consórcios entre estas. Ressalve-se uns 560 milhões para “penetras” , alguns ligados a estes grupos. Mas, existe sempre um mas, se olharmos para os OR´s, nada bate certo. Vamos dar dois exemplos um de AJJ e outro de MA. Os OR´s de 2008 e de 2015, nos valores atribuídos a pagamentos de obras ou concursos públicos , não BATEM CERTO com o que foi adjudicado ( nem os OR´s do ano seguinte ). O erro é por excesso, isto é, o GR e outros, pagaram mais do que adjudicaram !!!!! E esta heim ? Explicações…nada. Ou então foram pagas obras a mais !!!! mas , também aí as coisas não batem certo. Porque naqueles anos e para as obras que entretanto foram adjudicadas, o custo de obras a mais foi em média de 27% superiores ao custo da obra inicial.

Como o AFA não trabalha para o bronze, conforme pensamos e quem  trabalhou para eles, as obras que ganharam, tiveram uma margem média bruta de 32% em relação ao custo operacional. Se juntarmos as obras a mais, vamos ter margens médias de 40-43% por obra em média ( nem falamos nas obras feitas à medida e sem necessidade ).. Outro RAMilionário.
Não nos tornamos ricos graças ao que ganhamos, mas com o que não gastamos, Henry Ford
Um Grupo “vindo” da África do Sul, recebeu por parte do GR contratos para camas de cuidados continuados. Sem terem uma unidade aberta, ou experiência na área, foi-çhes concedido o monopólio dos CC´s da Região.  Outra entidade chamada Diletus, arrendatária de um prédio cujo dono é a ASSICOM que teve pelo GR, entre apoios á construção, isenção de obrigações fiscais, apoios da Seg. Social na construção , projetos….. cerca de 80% de apoio a fundo perdido. Por isso, aquele contrato que o GR celebrou com a Diletus é para pagar o resto da construção ? E é por isto e outras situações semelhantes que o GR não quer estes negócios, no mínimo duvidosos serem auditados ? É mesmo uma região de muitos RAMilionários.


Só existe uma classe de pessoas que pensa mais em dinheiro que os ricos: São os pobres, Oscar Wilde

Ramos, filhos e companhia eram uma casa de venda de material de construção civil e louças em 1974. Hoje são donos de uma fortuna avaliada, entre participações directas e indirectas em empresas de algumas dezenas se não centena de milhões de euros. SE é certo que Ramos teve sempre até á pouco ordenado da ALRM, o filho continuou a "saga e sanha" da família. O querer mais e mais. Mas o engraçado nisto tudo, é que, lá está, a bota não bate com a perdigota. SE juntarmos os ordenados todos que Ramos Pai e Filho receberam da ALRM, nunca chegamos ao valor das respectivas participações sociais nas/em empresas. Terão um toque de Midas ? Exportaram ..... muita louça sanitária. OU serão apenas ...... RAMilionários ? Quanto custaram á Região ? Quanto custam ?

E ainda não falámos nas Ribeiras Valleys ........ e dos cerca 78 milhões de euros "doados". Ou outras situações, como aquela dos Ramos utilizarem o domínio público marítimo como se fosse coisa sua, ali para os lados do Caniçal, são frequentes na RAM. A coisa pública ao serviço do privado com benção dos GR´s.

Afinal,  a Madeira è a Região do país onde a pobreza mais cresce, mas também tem mais RAMilinários. E demasiados DDI´s existem.
Só os mendigos conseguem contar as suas riquezas, Shakespeare
Afinal, os DDI, Donos Desta Ilha são apenas SD, subsidio-dependentes. Gostam da branca.mas verdinha e dada. Não seriam RAMilionários sem o GR ajudar. O GR permitiu-lhes fazer muito à custa dos nossos dinheiros. São empresários de sucesso ( ou será "sucexo" ) à custa de dinheiros, ofertas e prémios dados pelo GR.  Sem jeito e a eito
Política é a arte delicada de obter votos dos pobres e dinheiro dos ricos, prometendo a ambos proteger um do outro, Oscar Ameringer
O Sr. Irineu recebeu uma proposta para um terreno que tinha para os lados do Santo da Serra. Ou vendia, ou era expropriado. Ponto ! Vendeu por cerca 4 000 €, está lá um campo de Golfe e a família do Sr. ex-Director Regional vendeu-o depois, por mais de 18 000 €. A família continua lá, no GR. É assim que se trabalha. no GR. Talvez seja por isso, que dívidas se transformam em fortunas e pés-de-meia em basta e exterior riqueza ( que o ordenado não explica tudo ), aqui, nos Brasis, ...... 


O toque de Midas, com o dinheiro dos outros. O toque de Midas que deixa dívida na Região. No próximo artigo, vamos às contas ... e ao resto.

Para os DDI que afinal são apenas SD, porque eterno é quem faz com aquilo que é seu.
Shirley Bassey, Diamonds Are Forever, James Bond
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