Eu demitia o Cunha Vaz e o Iglésias


Hoje, acordamos com uma capa do DN mortal para Miguel Albuquerque mas, o problema é que falamos em terreno zombie, tudo mortos-vivos e alguns ZEN que fazem a vez.

A menos que ande tudo a esconder o jogo nos estudos de opinião e sondagens, Albuquerque e Cafôfo valem o mesmo. Para um PSD-M tão mau e um Cafôfo tão fresco, digamos que eu demitia o Iglésias e os dois "cubanos" que o auxiliam na campanha eleitoral, já falharam. Equiparar-se ao PSD é ter a mesma avaliação sem ter cometido "crimes" nem ter o histórico de 40 anos mas, se calhar a suspeição basta. Não é justo mas, quem não quer ser lobo que não lhe vista a pele. Ainda antes de se envolver com o povo, já convocava os lobbies, o que fez colocar a sociedade civil com um pé atrás. A grande piada está no facto de um professor de história não olhar para os erros de Albuquerque em 2015 e estar a cometê-los.

Com esta conjuntura, regional e nacional, Cafôfo deveria estar a lutar por uma maioria absoluta a par de Costa. Com um resultado sofrível mas à frente de Albuquerque, será um grande feito atendendo ao currículo do PS na região mas, na verdade, não passa do pior candidato escolhido pelo PS por não saber aproveitar a conjuntura. Seguir o seu caminho parece significar não ouvir a experiência enquanto todos nós, mais uma vez, aguardamos que gente impreparada pense em Governar, por tentativa e erro. Parece que as eleições são uma prova de admissão à possibilidade de se formar para os cargos e não para exercer. Até pode haver algum conhecimento mas experiência não, é como sair da universidade e sentir que o mundo é todo ao contrário daquilo que aprendemos.

É imperdoável que um professor de história, que transmite factos e experiências do passado, seja completamente autista e surdo com aqueles que dão dicas de valor inestimável, verdadeiras (experiências) fortunas se facturadas pelo Cunha Vaz. Como não ouve, largas franjas de social-democratas calejados, que têm votado Cafôfo, acreditando mais na social-democracia deste do que no liberalismo cacique, sectário, elitista e corporativista do PSD, vão pulverizar os votos por outros partidos. Cafôfo não percebe a propriedade do voto, acha que basta querer derrotar PSD-M para votar Cafôfo, e este não tem de ser credível para 4 anos? Não é o eleitorado que se deve adaptar a Cafôfo, é Cafôfo que deve conhecer os anseios do eleitorado para estar em consonância e receber o voto. Segundo erro. Cafôfo ignora muita coisa e não alcança o que se diz, comete os mesmos erros de Albuquerque, basta juntar os esfomeados e ainda temos a Renovação 2 para pior. Com esta conjuntura regional e nacional não descola do PSD-M de rastos?

Por outro lado, é preciso fazer um desenho para os políticos entenderem que o eleitorado não quer lobbies monopolistas embutidos em Governos e na Comunicação Social? Autonomia sem separação de poderes é uma história de encantar com final feliz para o lobo. Vamos continuar a ver o JM a distinguir mentecaptos quando sabe que há melhores? A assistir ao regabofe promíscuo da RTP-Madeira que deixa gente mentir sem contraditório ou organiza debates ao estilo com conclusões feitas? Aprenderam com os Inquéritos Parlamentares? … já agora, também se despachava o “12%” do DN, basta ver os resultados de Cafôfo com essa proximidade! Não entalem o nosso secular, queremo-lo ao lado do povo madeirense contra qualquer ousadia sôfrega. Quando se criam dependências, perde-se o respeito, bom é ser respeitado, independente, sem permitir suspeição e facturar com todos. Vão penhorar o valor da idoneidade enquanto há gente comum que não se vende? Depois queixam-se das redes sociais? A história faz-se com os valorosos!

Quanto ao problema de Miguel Albuquerque, é sem dúvida uma mescla de presunção com os seguidistas, os tachistas, os abana-cabeças, os lambe-cus e os duas-palas, não o deixam voltar à Terra. Ser assessor ou conselheiro mão significa cair em graça, significa praticar o contraditório. Albuquerque sempre foi assim, mas desde que se encheu de galões tornou-se autista, foi outro que deixou de ouvir e, logo, quem devia deixou de falar. Os que tinham ascendente sobre Albuquerque foram substituídos por um bando de "monárquicos de sangue azul" com títulos comprados numa feira, a mesma de Cristas.

O PSD-M continua com manias de grande, a capa do DN hoje é prova. Albuquerque, posta de parte a má imagem instalada, tem muito mais bagagem do que Cafôfo. Sem a catrefada de idiotas que acumulou para o assessorar, e desde que com pés assentes na Terra, Albuquerque ganhava o debate a Cafôfo que até com tópicos baralha as pernas, é um candidato de estufa. Um debate era o momento de que o PSD-M precisava para virar a contenda, em vez disso, mostra-se medroso com conselheiros mentecaptos que conseguem fazer transmitir, mais uma vez, uma ideia errada. Nem comprando comunicação o PSD-M acerta, é degradante e surrealista ver isto num partido com tanto potencial mas desfeito por um grupo de idiotas a que dão o nome de Renovação. PSD-M com medo, onde chegou!

Albuquerque "perdeu" em 2015, a postura forte de rotura não se consumou, sucumbiu a tudo porque afastou os melhores e dinamitou o partido “basista” para instalar o elitista. Qualquer resultado é uma derrota com uma queda vertiginosa dos 44,35% de 2015. Afastou a verdadeira máquina que dá votos e agora só tem generais sem crédito a comprá-los, aproveitando-se das asneiras da gestão política de Cafôfo. Sucumbiu às suas próprias directrizes e ajoelhou-se a quem dizia mal. É grave quando um partido só oferece medo e não tem ideias. O povo que se liberte, quando se oferece medo é que esgotou …

Regionais 2019 ... omolete sem ovos?
Cafôfo é cópia e não se dá conta, está a cometer os exactos erros de Albuquerque em 2015. Portanto, neste momento, Albuquerque lambe feridas, Cafôfo faz feridas. A surdez é mais do que não ouvir, é não alcançar o que gente experiente diz para seguir orgulhosamente um caminho de tentativa e erro. Se perder, repito, será o pior candidato de sempre do PS, ninguém teve esta conjuntura favorável. Se ganhar e calçar a pantufa do sistema e da praxis durará pouco tempo. Se acha que é uma cara nova que o povo vai tolerar é um rotundo engano, a política é um "continuum", as acções nocivas ao bem estar comum são rejeitadas a qualquer cara. Para a mesma praxis com outras moscas surge o … mata-moscas. Se o eleitorado não ouvir, é porque não soube cativar num ambiente tão favorável e torna-se um candidato impreparado para ler e alcançar o que o povo quer. Com esta saturação, não ganhar folgadamente é falta de confiança no candidato.

Outro fenómeno, a contínua desertificação de gente idónea na política; quantos mais cascas-grossas, insolentes, deslumbrados e esfomeados se apresentarem mais agudiza. A culpa é das lideranças que querem seguidistas e não qualidade que implica contraditório. Sejamos francos, "têm outros planos".

Aos mais novos, naquela idade rebuçado, no final do 12º ano, aconselho a frequência numa universidade estrangeira para começar a ser cidadão do mundo. Dói no início mas depois agradecerão o resto da vida. Se tens mesmo qualidade e estás para viver na Madeira, terás a ideia de que és um anormal quando és a boa semente. Agora a história mudou, acumulam-se medíocres a mandar, é como se fosse um pelotão todo com o passo trocado a recriminar o único que vai com o certo e se alguém provar, pelo toque da banda, que estão todos errados, eles matam a banda. Moral da história, nem músico de banda militar tem emprego seguro.

Uma palavra para os Grupos Económicos,  incluindo mandaretes e tiranetes, patrocinadores (financeiros e noticiosos) dos partidos que não "ganham". Se acham que vão comprar toda a comunicação social, todos os partidos e trazer para a lama toda a boa gente que fala de espírito aberto e tem coluna vertebral, estão enganados. Quando não há mais nada para perder o medo passa, os sôfregos do poder político e económico vão provar madeirenses irados pelo voto, cada vez mais não vão em "conversas fiadas".

Esta campanha está pejada de gente que sabe destruir quando estamos numa eleição para escolher representantes de um povo que quer que a política construa bem-estar. O maior contra-senso da eleição é escolhermos deputados mas não fazemos ideia de quem será chamado para Governar pois nem passa por eleições. Todos aqueles que o povo abomina podem ser governantes e prosseguir a praxis. A 22 de Setembro, vamos votar para reviver tudo de novo, ou com Albuquerque aliviado que enganou toda gente para mais 4 anos do mesmo, ou de cópia dos Açores e "enlatados do continente" requentados por uma porção de gente que não ouve nem sabe as exigências da Governação? Governar é mais do que saciar toda a "fome".

O que deste já se sabe das Regionais 2019, perante estes factos, é que esta não será uma nova era, mesmo com alternância. Lamentavelmente, o eleitorado terá que ir jogo a jogo para sacar algo de útil para a sociedade, se quer políticas para si em exclusivo e não um "ele rouba mas faz" ou da realidade que vivemos e queremos banir.

Estas Regionais são as da trela curta por mais fiscalização através do Parlamento e com olho nas loucuras do Orçamento Regional. Estimava que fosse as Regionais da derrota do PSD-M para que se possa purgar e abandonar de vez os Jurássicos e o Corporativismo que o afasta das bases e do eleitorado. Espero que as regionais dêem oportunidade a boa gente, sem vícios, atendendo a que as ideologias cada vez mais se esfumam com as novas gerações preocupadas com coisas básicas, Saúde, Educação, Segurança-Social, futuro com rendimento sustentável num planeta saudável para poder, no caso da Madeira, procriar. Estamos a morrer, não notaram?

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