JPP: um ponto de vista de hoje


O tempo urge para escrever. Mas, como qualquer pensamento, debitei umas palavras de memória cruzada.

Gerou-se alguma inquietação, sobretudo quando foi necessário juntar ao Excel, as inexcedíveis comparações entre as eleições para o Parlamento Europeu e as que se aproximam.

Tenho tido alguma ponderação, cada vez mais, em comentar alguns pontos de vista que considero absurdos. Ao mesmo tempo, também, verifico que existem leituras muito interessantes.

Mas, quase todas elas passam ao lado da realidade. Primeiro, porque muita da informação debitada carece de prova, e muitas vezes se parte de boatos, em detrimento de provas circunstanciais.

Somos uma cultura de “boateiros” no bom sentido.

Todavia, nem sempre o fumo vem da fogueira original, e quando se dissipa, confunde mais que informa.

Tenho registado muitos episódios da história do JPP, algumas das quais guardo com especial interesse para a memória futura.

Uma das situações que surgem debitadas tem a ver com as críticas do “medo de crescer”. Realisticamente, o projeto está a consolidar o arranque e não, ainda, a fase de voo. O crescimento desmesurado, com a integração no projecto de tudo o que mexe – sem crivo prévio de escolha sensata de rostos – levaria à perda de alcance. Aliás, seria o início do fim.

Uso metáforas para não ferir suscetibilidades, pois a ansiedade poderia crescer.  

O JPP sempre foi apelidado de uma “moda”, de um projecto que não iria vingar, etc, etc. Recordo, desde 2009, a extensa quantidade de analistas e de colunistas que se dedicaram a determinar que o movimento não ia além da pacata, e resistente, freguesia. Pois bem. As leituras atuais que avaliem. A bola de cristal, por sinal, é de vidro opaco.

O JPP não tem dificuldade em crescer. Suponho que muitos dos nossos simpatizantes desejem que o JPP cresça exponencialmente. É uma leitura honesta e um desejo de aspiração natural, é certo. Mas, reza o empirismo, que o crescimento seja sustentado e progressivo. Nada de pressas.

Os comentários de alguns líderes, que se entretêm nas redes sociais, à coscuvilhice e a alimentar conjeturas de alcance desatinado – tais como as mentirosas aproximações ao PSD – derivam de aceleradas ansiedades e de inveja cultivada. O bom julgador quase sempre se julga por experiência própria.
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