Embirrei com a Tomásia


A senhora Tomásia, que lidera o SESARAM, ao contrário do que se tenta fazer passar numa singularidade, não tem capacidade para gerir e tem um feitio de pêlo na venta numa área sensível. Por estes dias recebeu uma lição de diplomacia dos alemães.

Parece tradição se colocar pessoas assim à conta da paridade, o que faz das mulheres uma obrigatoriedade e onde ninguém põe em causa a qualidade. Já tivemos a Lígia Correia que agora está na APRAM, foi a mesma coisa e neste momento trabalha para os "privados", sabe-se que Governa tão mal porque o Porto de Cruzeiros é para privatizar e no Caniçal não se exige investimento ao privado (que nada paga pela exploração) para que este não tenha despesas. Foi por lá que começou o embrião da privatização do porto de cruzeiros com os empregados da APRAM na amarração a serem encostados para dar ao senhor Sousa. Quero com isto dizer que estas lideranças parecem servir só para estes trabalhinhos.

Interior do avião hospital
No SESARAM, apesar de todos os disfarces do conjunto de interesses para ganhar muito mais na privada, não há quem defenda a Saúde Pública com unhas e dentes, é assim que se vai soltando cada vez mais trabalho para os privados. E até se irritam dizendo que não é verdade, são excelentes actores. O novel hospital de investimento privado vai abrir. Que não se confunda, como gostam, de dizer que o madeirense é contra o investimento privado. Somos contra o desmazelo do Público para dar a privados. Uma equipa que dá falta de comparência concede imediatamente a vitória ao adversário.

Agora que os sinistrados alemães do acidente do Caniço estão mais próximos de casa chegou a hora de falar, sobretudo para não deixar passar a conversa de abusadores e daqueles que querem se salvar com um momento.

Momento não é regra da mesma forma que a cunha não se generaliza. O que quero dizer com isto é que quando se está com especial atenção atinge-se o estado com que todos os utentes do SESARAM deveriam ser tratados. Esta boa imagem que deram por especial atenção aos alemães sinistrados recebeu um elogio e alguns já desataram a dizer que os alemães são mais justos na apreciação dos serviços da Saúde Pública. O problema deve ser lido ao contrário, então se são capazes porque temos Listas de Espera? Porquê as queixas? Então podem e sabem mas só são bons quando querem.

Na primeira conferência de imprensa da senhora Tomásia, altura em que nada ou pouco se sabia e todos aguardavam por informações oficiais, esta cingiu-se a um escrito e informou que não respondia a perguntas. Isto não é forma de estar numa conferência de imprensa, sobretudo deste tipo ou acaso se sentia na pele de arguida para não se entalar na falta do seu Presidente no Dubai e do secretário que está ausente quando tudo aquece? Depois queixam-se das comunicações e das "fake-news". Saber se algum madeirense tinha sido apanhado pelo autocarro foi um raio dum tabu para nada. Deram azo à especulação e à investigação pelo que testemunhas oculares afirmaram. Até poderia ser um corpo a saltar fora do autocarro e ser um falso alarme, deveriam ter estancado esta situação. Será que faltaram pessoas na mesa para informar melhor ou os da conferência de imprensa estavam menos informados do que os jornalistas?

Da intervenção da senhora Tomásia retive que é uma operacional da ditadura e não tem jeito para relações públicas, carrancuda e sisuda, incapaz de acolher perguntas e respeitar a profissão de jornalista. A senhora Tomásia parece tão envolvida num ambiente de esconder coisas que qualquer situação comum torna-se um drama na sua cabeça. Se em directo e com o povo é assim, teria naturalmente que enfrentar Rafael Macedo que, até prova em contrário, defende a Saúde Pública, mostra provas e diz tudo. A senhora Tomásia não foi a única, o primeiro médico da primeira conferência também estava instruído para a mesma atitude. A Madeira é cada vez mais uma ditadura.

  • Aos socorristas, céleres, profissionais e eficientes. Que orgulho!
  • Aos médicos e enfermeiros, pelo trato, solidariedade e disponibilidade fora da hora de serviço.
  • Ao Presidente da República que deu a justa dimensão ao acidente e estabeleceu a ligação entre Portugal e a Alemanha. Ressalva-se a disponibilização de todos os Falcon nas primeiras horas adiando a sua vinda à Região.
  • A Isabel Torres do CDS, Vice-Presidente da ALR, tantas vezes a última da hierarquia por imperativos políticos do PSD-M em não fazê-la brilhar. Quis o destino de se ver numa situação onde colmata a falha de todos os outros, Presidente e Vices do PSD-M na ALR.
  • A Pedro Calado porque é o único com pulso num GR carente de Cuidados Intensivos. Pode haver muita guerra política e discussão sobre opções mas sem ele não haveria líder para este momento.
  • Ao Bispo do Funchal porque tratou da alma, foi diplomata e encheu os espaços vazios.
  • A Pastora Evangélica, serena, moderada, a fazer uma outra leitura, com elevação, humana e no ponto de vista dos acidentados.
  • Ao Mário Gouveia, repórter da TVI com justa cobertura e que por isso está a sofrer epítetos dos Renovadinhos pelas redes sociais.

Provavelmente estou a esquecer de alguém, que me perdoem, retive estes óbvios. Alegrem-se porque desde logo não estão no lote dos politiqueiros que não se viram nem notaram: Miguel Albuquerque, Tranquada Gomes, Fernanda Cardoso, Miguel de Sousa. Todos altos responsáveis, no GR e na ALR. Ausentes de certeza, de férias não se sabe se todos mas não compareceram num momento destes desde quarta-feira até a este meio dia de Sábado. Não peçam voto em Setembro.

Obrigado às autoridades alemães por serem justas, fez toda a diferença saber que se deu o melhor e que o reconheceram. Falo do Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Embaixador da Alemanha. Foram diplomatas num momento mau para ambas as partes. Não esquecer que é da reacção deles que nasce uma boa ideia sobre a reacção da Madeira ao acidente.

Somos bons nos momentos especiais e nas cunhas, no expediente normal é completamente diferente. Aturamos o pêlo na venta da senhora Tomásia com 16.000 nas Listas de Espera e nos mais diversos truques. Uma plástica ajudaria a uma melhor cara, comece pelos miolos que a tensão facial cede. O problema do SESARAM e da Saúde Publica está gestão e nas escolhas políticas de gente fraca.

Este texto foi realista e penso que justo, estou tão agradecido quanto os que directamente foram apanhados pelo infortúnio, o que não deixo é mauzinhos irem de boleia.
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