Germania aflita


A companhia aérea Germania, com operação para o destino Madeira, enfrenta desde há algum tempo dificuldades financeiras que têm adensado os rumores sobre a sua viabilidade enquanto procura, com urgência, um investidor que tarda em chegar. Neste aspecto, os rumores situam-se na provável  injecção de capital por parte da família do falecido (2005) fundador da companhia, Hinrich Bischoff.

Com a chegada de Fevereiro, sabe-se que os 1.100 funcionários da companhia não receberam o vencimento de Janeiro. Para esta Segunda-feira está marcada uma reunião com os funcionários em Berlim que muito pode definir o futuro da companhia. Se uma companhia aérea não consegue provar que possui recursos financeiros suficientes para operação e manutenção, a revogação do AOC (certificação de operador aéreo) pelo Escritório Federal de Aviação Civil da Alemanha é uma séria ameaça à continuidade da companhia.

A informação e a contra-informação é crescente em torno da Germania. Há relatos de que o pessoal de cabine está a meter licenças médicas, outros argumentam que os funcionários interromperam as férias para mostrar sua solidariedade e garantir as operações.

A Germania opera no importante nicho de mercado alemão para a Madeira para além de muitas vezes servir a Tuifly, a Lufthansa e outras companhias aéreas com o aluguer aeronaves e tripulações ou então por consignação de assentos a agências de viagens. O eventual desaparecimento dos voos Germania para a Madeira seria outro rude golpe no Turismo da Região, sobretudo a partir de aeroportos mais pequenos na Alemanha por onde a Germania pulveriza o destino Madeira. Mais de um terço dos passageiros desses aeroportos são servidos pela companhia aérea. A frota da Germania é do tamanho da Tuifly alemã. A empresa especializou-se em voos de férias, mas também serve o chamado transporte étnico, por exemplo, os turcos que vivem na Alemanha.

Com a falência da Air Berlim, a empresa desejava a renovação e expansão da frota e assumir muitos dos destinos da extinta mas, cedo começaram os problemas de financiamento. A justificação oficial, prestada em Janeiro deste ano, sobre a situação da empresa, dá conta que a origem está em "acontecimentos imprevistos, tais como aumentos maciços do preço dos combustíveis durante o Verão do ano passado, a depreciação do euro em relação ao dólar, atrasos significativos na expansão da frota, bem como um número anormalmente elevado de serviços técnicos nas aeronaves que criaram um pesado fardo financeiro à companhia".
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