A ditadura económica do Atlântico

O cultivo intensivo de gerações vindouras.

A Madeira Nova será a desgraça da Pérola do Atlântico.

Já o foi, permanece e vai incrementar.

Quando alguns governantes se eriçam contra Lisboa, a exigir tudo e mais alguma coisa, depois de ter falido a Madeira, empobrecido os madeirenses e penhorado a Autonomia, soa a política de baixo nível onde se discute mentiras abstraídos da realidade. A pergunta deve ser: que fazes tu com o poder que te foi instituído? É um foguetório para que todos olhem para cima enquanto cá por baixo se esconde a podridão. Quando se eriçam, depois da incapacidade de governar pelas condições que eles próprios estabeleceram, criam um jogo similar ao que vemos no Nacional hoje, na capa do DN. Perdeu copiosamente, envergonhou, foi incompetente, ninguém se demitiu mas o problema está nos mensageiros que dizem as verdades, muito inconvenientes, por eles interpretadas como insultos. Não são insultos, é o destapar de gente que joga para si ... e não para o colectivo. Tal como na política actual. Como gerem o dinheiro em benefício do colectivo?

A Madeira vive uma ditadura económica viabilizada pelos sucessivos Governos Regionais do PSD-M ao longo de décadas. Concentrou a actividade económica em menos de 10 empresas que se tornaram grupos, depois lóbis  e ainda em monopólios através do privilégio de ganhar largamente em toda a economia regional, fazendo e recebendo favores, empregando boys, safando o Governo Regional de absurdos económicos através de uma subsidiação vergonhosa e também financiando partidos e seus "empregados". Alguns, é público, enriqueceram a uma velocidade estonteante.

Quando vives num lugar onde para sobreviver com um mísero ordenado (desses que fazem pobres mesmo trabalhando) deves perder o mérito e te tornar num carneiro, numa prostituta ou prostituto, bufo ou executor de trabalhos sujos, em vez dos "mãos sempre limpas", tornaste-te um mercenário a soldo. Foste absorvido pela conjuntura, começando pela necessidade mas, depois, prosseguindo no entusiasmo de pertencer à máfia porque assim até se fazes melhor vida dando ideias cada vez mais maquiavélicas. És um egoísta, um sem valores que perdeu o norte e só não o sentes porque estás entre iguais num esquema de pirâmide que leva décadas. É tal o ambiente que, se não fores mau cidadão, serás apelidado de tonto por não aproveitar. Conseguiram fazer de ti um parvo necessitado que é abusado e instruído a ser indecente, a praticar crimes e a ser um capo do sistema ... e estás contente por isso ... e até sugeres como ser mais bandido que o bandido para cair em boas graças. É o lado negro de ser mais papista do que o Papa.

Quando vives num lugar onde a maioria dos políticos estão em comunhão com a "máfia no bom sentido" e eles são a bipolarização ou a bengala, começa a pensar em travar a fundo ou a emigrar. És tu que estás a fazer a ditadura, da mesma maneira como na comunicação social alguns empregados, que "fazem notícias", tomam a iniciativa de serem promotores de lobismo "auto-sugerindo-se" aos trabalhos sujos para serem queridos no que está a dar sucesso ao pessoal.

Chegamos aqui porque o poder distorceu a realidade e os meios, as décadas a viver em maus ambientes e a impunidade criou uma ideia de segurança no ser mau ou praticar crimes, no valer a pena ser incompetente porque ninguém se demite ou de fazer um favor a um poderoso da economia para cair em graça. Chegamos aqui porque um grupo de Governantes usou o dinheiro da União Europeia destinado a elevarmos o nosso nível de vida para enriquecer menos de uma dezena, com os seus apêndices algures numa sociedade anónima ou num benefício escondido. Chegamos aqui porque não te mexes e tens a ilusão de que te levam em consideração. Só te estão a usar e quando não valeres nada serás despachado porque o negócio deles é números ...

Alguns, nesta geração, tal como não deixam um ambiente são para as gerações vindouras estão a escravizar as mesmas que nascerão, sem mais alternativa financeira, no seio de uma família onde o único remédio é pertencer à máfia no bom sentido. Viverás pobre, explorado, ficarás cansado apesar de trabalhares imenso mas nunca passarás de um necessitado da caridadezinha. Espero que sintas a responsabilidade do momento.
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