A Dinamarca decidiu criar uma espécie de campo de concentração para imigrantes na pequena ilha de Lindholm. A formação política anti-imigração que governa aquele país europeu pretende intensificar políticas de exclusão e de reclusão dos indesejados.
Lindholm, a isolada ilha do tamanho de sete campos de futebol, receberá até cerca de uma centena de estrangeiros requerentes de asilo, cujos pedidos tenham sido rejeitados e que não possam ser deportados para o país de origem. Aquela ilha foi, até ao verão passado, um local de experiências laboratoriais, tem um centro de pesquisa de doenças animais contagiosas, laboratórios, estábulos e crematórios. Uma das embarcações que ligam Lindholm ao exterior é conhecida por “vírus”.
Lindholm é mais etapa
do processo de endurecimento das políticas contra imigração, pois, a Dinamarca
já tem dois outros centros daquele tipo. E, neste sentido, são esclarecedoras
as palavras da ministra da imigração: «Com o novo centro de saída da ilha de
Lindholm enviaremos um sinal de que (esses estrangeiros) não têm futuro na
Dinamarca».
Lindholm é muito mais
do que uma ilha. Todo este processo tem implicações mais extensivas muito para
além da Dinamarca. O que está em causa é o ensaio de um modelo de construção
social. Lindholm é nome de uma Europa e de políticas para a União Europeia onde
se pretende conjugar, desavergonhadamente, o verbo isolar e as implacáveis
consequências da exclusão, talvez do extermínio, dos indesejáveis.
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