Masturbação política ou onanismo intelectual?


Não me apetecia nada estar a desenvolver um texto sobre este assunto, mas, uma vez que algumas considerações abstrusas, que têm aparecido por ‘aí’, parecem visar certas coisas que vou escrevendo, sinto-me na obrigação de definir explicitamente a minha posição, fundamentada e sem ambiguidades.

Nada me liga ao personagem central do último (espero que este texto ainda vá a tempo de não ser ultrapassado pelos acontecimentos) ‘drama’ da regional novelística política. Rectifico, liga-me o sexo!... Opsss!... Não era isso que queria dizer... Rectifico de novo: liga-me o género, em termos de orientação sexual!!!

E, a partir daí, torna-se mais fácil perceber, analisar e ‘julgar’ a história da manifestação sexual onanística solitária, em frente a um computador (o que estava do ‘outro’ lado – no ecrã – é irrelevante para o acto), num recinto ‘particular’, que foi filmada sem o conhecimento do visado e posta a circular na ‘net’, muito convenientemente (ou não), desde há dois dias. E temos ainda a questão de ele ser deputado (não nos podemos esquecer deste ‘importantíssimo’ ponto)…

Para lá da dicotomia esquerda/direita, para lá das guerras entre carlistas e emanuelistas, para lá do contraste entre o que é público e o que é privado, neste assunto, e nos comentários que por aí vão medrando, destaca-se a diferença entre o conservadorismo e a modernidade, entre a tacanhez e a abertura de mentalidades, entre a asneira e o senso.

Segundo corre, a ‘cena’ passou-se num gabinete de uma Junta de Freguesia, logo, seria condenável porque se tinha passado num espaço público e de serviço às populações…

Tontice.

Quantas coisas se fazem nesses gabinetes (e noutros locais equiparáveis) que se poderiam posicionar no mesmo enquadramento? Desde logo, consultar mensagens electrónicas particulares, fazer jogos dos mais variados tipos, efectuar telefonemas privados, escrever poemas, roer as unhas, tirar macacos do nariz…

Segundo também corre, o relapso indivíduo teria praticado um acto sexual solitário, ao vivo, perante uma bimba que não deve ter mostrado apenas as mãos para que ele chegasse a esse ponto, logo, ELE (e só ele) deveria ser condenado ao fogo dos infernos, porque derramou (terá derramado?) o sémen sem proveito para a reprodução.

Tontice.

Quem disser que nunca se masturbou, se masturba, ou se vai masturbar, está a ser mentiroso, tem algum problema ou não sabe o que é bom (embora haja melhor…). Desde que o ser humano o é que a prática é comum, contínua e geral, e até muitos outros animais o fazem. A bimba não foi obrigada a coisa alguma (são ambos adultos, pelo que sei), não envolveu terceiros QUE NÃO QUISESSEM PARTICIPAR (e este ponto é importante), e, daquela porta para fora, nada teria saído se não fosse o tal ‘ponto importante’.

E o ponto importante é: a actuação da bimba não foi inocente (nunca seria, certo?); teve por trás outras intenções (como se veio a perceber); envolveu os tais terceiros, mentores de toda a trama (e que envolveu preparação, filmagem e divulgação), e que se mantêm, até agora, a coberto de um cobarde e desprezível anonimato, ‘gozando o prato’, muito mais obsceno que o resto e sem ninguém os criticar, insultar, vilipendiar, estigmatizar.

Por último: FOI UM DEPUTADO! DEMITA-SE!!!

Tontice.

Como se ser deputado obrigasse a um comportamento social, civilizacional, grupal, comunitário, colectivo, …, DIFERENTE do NORMAL do COMUM dos mortais. E, não me venham com tretas, não obriga. Um deputado deve comportar-se como um cidadão comum, com os mesmos defeitos e virtudes e sem cometer crimes (o que não se pode dizer de todos os que por aí andam).

Resumindo, que já não tenho paciência para mais, podem acusar o homem de várias coisas: falta de gosto, de oportunidade, de lucidez, de sensatez, etc, etc…, mas, de resto: VÃO PENTEAR MACACOS COM A VOSSA HIPOCRISIA!!!

(E, ó imbecis, não me queiram tentar com a Cathy Turney, a Melene Buchot ou a Jessica Ferguson, e ‘amigas’; se estiver muito ‘à rasca’, tenho sempre o Porn Hub)
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