Um tacógrafo para o GR


O Governo Regional adiou a obrigatoriedade do uso dos tacógrafos para o final deste ano na região. Depois da directriz da União Europeia, da legislação e implementação nacional, a Madeira deu mais algum tempo aos proprietários dos seus veículos pesados de passageiros e carga para instalar o tacógrafo que, como se sabe, é um equipamento que regista no veículo o seu tempo de uso e do seu motorista, a distância percorrida e a que velocidades fez os percursos, entre outros pormenores.

A União Europeia obrigou desde logo (Maio de 2006) a equipamentos digitais para evitar a violação dos registos originais. Vamos em 2019, 13 anos depois a Madeira está muito atrasada e dá-lhe tempo em questões de monitorização da segurança do que vai pela estrada quando nós comuns condutores vemos exageros, sobretudo nas vias rápidas.

Uma perspectiva é a legal, conferida pelas leis, outra é a segurança que deve estar sempre presente e é uma responsabilidade para gente de bem. Não se sabe se para facilitar a vida de protegidos, basta ver a quem pertencem os pesados de mercadorias ou passageiros, se para surgir algum apoio à sua instalação ou a aguardar por alguma empresa que se instale para dominar o mercado. O facto é que se adiou, uns são responsáveis, outros não. Uns trabalham com consciência e outros pela legalidade. O que se sabe é que adiaram e, se a empresa proprietária do autocarro de turismo acidentado no Caniço tivesse acolhido os facilitismos estava hoje em boa alhada. Fica desde já um elogio à SAM.

Efectivamente, o autocarro de turismo tinha condutor reconhecidamente profissional, guia popular, teve socorro e assistência elogiada mas bastava o autocarro não ter tacógrafo para a vida, que já anda para trás, estivesse ainda pior. Peritos, seguradoras e acidentados, possivelmente colocariam em maus lençóis a empresa proprietária do autocarro se o equipamento não estivesse instalado. Parece ironia mas, apesar de legalmente estarmos atrasados por culpa de políticos e governantes, a sociedade civil foi, neste caso, responsável e o autocarro de fábrica trazia os obrigatórios cintos de segurança e o autocarro tinha tacógrafo. Foi um acidente "perfeito". Apesar do azar, não há por agora ponta que se pegue.

Aguardemos pelos resultados da peritagem, nomeadamente sobre a manutenção, a instalação de peças originais, etc. Com este breve texto há só uma parte que falha, o Governo Regional, para o qual se pede um tacógrafo para andar no rumo e velocidades certas e evitar suspeições.
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